A QUE VEIO ESTE BLOG?
VEIO PARA DIVULGAR PROJETOS NOS MAIS VARIADOS CONTEÚDOS, TEMAS, FORMAS, NECESSIDADES E AFINS, CLARO!
SINTA-SE A VONTADE PARA USUFRUIR DE TUDO QUE FOR ÚTIL PARA SUA AULA.
DIVULGUE, PARTICIPE, COMENTE!
04 DE JULHO DE 2011
Um blog aliado às pesquisas de professores, pois existem muitas possibilidades lúdicas pela net,
além de inúmeros endereços pedagógicos incríveis.
Aqui vocês terão as postagens originais, ou partes delas,
adicionados às demais informações necessárias, com os devidos créditos atribuídos.
Amiga blogueira, se desejar divulgar seus projetos, entre em contato.

PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Projeto Cultivando leitores



  O mundo está carente de cuidados e precisa da ajuda de todos nós. E qual é uma das áreas importantes para preservar e cultivar? Sem dúvida, o hábito da leitura.
            É importante que as sementes sejam muito bem cuidadas e selecionadas.
Não se forma bons leitores s eles não têm um contato íntimo com textos. Há inúmeras maneiras de fazer isso. O importante é que o material escrito apresentado às crianças sem interessante e que desperte a curiosidade deles.
As disposições favoráveis à leitura manifestam-se adesão a práticas sociais próprias do universo da cultura escrita. Inserir-se nessas práticas sociais implica comportamentos, procedimentos e destrezas típicas de quem vive no mundo da leitura, partindo desses pressupostos que, os professores das séries iniciais da Escola Estadual Professora Dôra Barbosa juntamente a supervisão pedagógica percebendo a necessidade de “cultivar” o hábito de leitura entre os alunos apontaram como ação de intervenção do dia-a-dia o  trabalho sistemático com o ato de ler.
Atitudes como gostar de ler, interessar-se pela leitura e pelos livros são construídas para algumas pessoas no espaço familiar e em outras esferas de convivências em que a escrita circula. Mas, pra outros, é, sobretudo na escola que o gosto pode e deve ser incentivado. Para isso é importante que a criança, perceba a leitura como ato prazeroso e necessário tendo os adultos como modelo.
Neste projeto pretende-se resgatar o ato de ler daqueles envolvidos na construção do conhecimento escolar; professor, alunos, pais e equipe pedagógica, pois só com esse compromisso é que se chegará aos êxitos almejados.
Percebe-se que se trata de uma posição desafiadora, morosa e trabalhosa, uma vez que concorremos com meios de comunicação de alta tecnologia, atração e sedução. Lançar mão desses recursos poderá ser uma ferramenta aliada à construção do ato de ler.


OBJETIVO GERAL

J  Disponibilizar a cultura escrita de maneira atrativa construtiva para estimular o desenvolvimento do gosto e do hábito de ler;
J  Apropriar do ato de ler para construção da escrita;
J  Reconhecer o valor da língua falada e escrita como meio de informação e transmissão de culturas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

J  Conhecer e apreciar várias histórias e textos de diversos autores nacionais e internacionais;
J  Promover momentos de leitura diariamente;
J  Apropriar do hábito de ler na construção da escrita em sala de aula;
J  Valorizar a leitura como fonte de fruição, estética e entretenimento;

METODOLOGIA

J  Aula expositiva dialogada e interativa;
J  Roda de leitura;
J  Dramatização;
J  Contação de histórias;
J  Empréstimo de livros;
J  Leitura oral e silenciosa pela professora e pelos alunos;
J  Histórias audiovisuais.
J  Escrita de fichas;
J  Produção de textos a partir da história explorada.

PROCEDIMENTOS

1.      Leitura deleite: o texto deve ser escolhido e preparado anteriormente. Pois trata-se de uma leitura prazerosa, então deve ser divertida e de fácil entendimento pelas crianças.
2.      Intervenção na Leitura: momento em que a Professora Eventual terá com os alunos que estão com dificuldades na leitura. Propondo textos simples para memorização dos sons das sílabas e textos maiores para os eu precisam adquirir fluência na leitura. Acontecerá todos os dias individualmente após o recreio, o aluno levará  o texto para casa para fixação da leitura.
3.      Empréstimos de Livros: Os livros deverão ser expostos para que as crianças possam escolher de acordo a sua preferência. O professor responsável deverá sugerir algumas histórias para as crianças que apresentam dúvidas e que não tem hábito de leitura. Os empréstimos acontecerão em dias alternados de acordo disponibilidade das professoras responsáveis.
4.      Contação de Histórias: Preparada com antecedência, a contação deve ser prazerosa e envolvente, com cantigas, movimentos e adereços.
5.      História audiovisual: Organizar as histórias e passar na TV ou data show. Para os alunos do 1º ano histórias mais curtas como fábulas e para os alunos do 2º ano histórias maiores como contos. Após apreciação do filme realizar atividade escrita realizada pela supervisão escolar.
6.      Apresentação do Projeto: Na reunião de pais cada professora deverá apresentar o projeto aos pais expondo a importância e objetivos, bem como a participação de todos. Neste dia é interessante que se conte uma história aos pais e entregue lembrancinhas referentes a história contada.
7.      História novela:  A partir de uma história maior divide-se capítulos que deverão ser contados com suspense todos os dias para os alunos, ou histórias auditivas.
8.      Visita a biblioteca da escola: Combinar com a bibliotecária da escola um momento de literatura na própria biblioteca da escola, para que os mesmos possam conhecer e desfrutar desse espaço tão importante da escola.
9.      Leitura coletiva: Ao receber os alunos todos devem se concentrar no pátio para audição de um texto feito pelos colegas no microfone.
10. Mala viajante: 1º  A professora apresenta o escritor a ser trabalhado naquele momento através de suas obras e biografia, em seguida conta-se uma história, explora e entrega um mimo que deve ser colado no caderno de leitura, após sorteia uma criança ser a próxima a conhecer outra obra do escritor, que leva o livro para casa para deleite com a família e retornar-se uma semana depois para a contação. Cada criança deverá trazer um mimo para seus colegas e professoras. A família que quiser pode participar desse momento na escola junto a criança.
11. Culminâcia : em aberto

AVALIAÇÃO

J  Observação do desempenho dos alunos em todo processo de leitura, inferência, interpretação e escrita;
J  Participação dos pais, alunos e professoras;


SUGESTÕES DE LEITURA:

J  Fábulas de Esopo
J  Fábulas de Monteiro Lobato
J  Fábulas populares
J  Pequenos contos populares
J  Autores:
1.      Ziraldo: Menino Maluquinho, O menino Marrom, Os dez amigos, Flicts, Juvenal
2.      Sylvia Orthof: Maria vai com as outras, Se as coisas fossem mães, Chora não! O sapato que miava.
3.      Ruth Rocha: Marcelo, Martelo, Marmelo; O reizinho mandão; A rua do Marcelo; A família do Marcelo; Quem tem medo do quê?
4.      Ana Maria achado: Menina Bonita do laço de fita; O menino Pedro e o seu boi voador; Dona Baratinha; Beijos mágicos; Beto, o carneiro; Palavras, palavrinhas, palavrões;
5.      Eva Furnari: Nós; Você troca; Não confunda Amigos do peito; Filó e Marieta; Bilico.
6.      Eliás José: Caixa mágica de surpresa; O amigão de todo mundo; Gente e mais gente; Bolo pra festa no céu
7.      Monteiro Lobato: Caçada de Pedrinho; Reinações de Narizinho; Memórias da Emília; histórias das invenções
8.      Enric Larreula: Todas as aventuras da Bruxa Onilda

J  Livros:
1.      A casa sonolenta;
2.      Marley
3.      Lila, e o segredo da chuva;
4.      Minha casa azul;
5.      Fugindo das garras do gato;
6.      Rápido como gafanhoto;
7.      Confusão no jardim;
8.      Bruxinha e Frederico;
9.      Que horas são;
10. Bom dia todas as cores;
11.  O menino que aprendeu a ver;
12. Toca de gente, casa de bicho;
13. Trava-língua, quebra queixo, rema-rema, remelexo;
14. A noite assombrada;
15. Falando pelos cotovelos;
16.  O valor de cada um;
17. Quase de verdade;
18. A margarida friorenta







sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Menina bonita do laço de fita

Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.  A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:

1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.

2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.

3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.

4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.

5. Mostrar a capa do livro aos alunos."Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.

6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a auto-estima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia do porquê do coelho querer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. 

É importante que o (a) professor (a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... 

Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. 

Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.

7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo: 
  
a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);

b) os alunos podem levar fotografiasde parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando, o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor (a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?

8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.

9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".

10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes- a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida. 
  
11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.

12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.      

Essas são algumas sugestões, apenas. O  professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação. 

Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica na Educação Infantil/Fundamental, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido. 
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro? 
  
Para refletir:

“Nossas escolas pretendem formar cidadãos. E cidadania não combina com desigualdade, assim como democracia não combina com preconceito e discriminação. Se as crianças vão à escola é porque desejamos que se desenvolvam plenamente como seres humanos...”