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04 DE JULHO DE 2011
Um blog aliado às pesquisas de professores, pois existem muitas possibilidades lúdicas pela net,
além de inúmeros endereços pedagógicos incríveis.
Aqui vocês terão as postagens originais, ou partes delas,
adicionados às demais informações necessárias, com os devidos créditos atribuídos.
Amiga blogueira, se desejar divulgar seus projetos, entre em contato.

PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Valores > Estímulos literários

PROJETO APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS

JUSTIFICATIVA:
Percebendo que os valores estão se perdendo a cada dia com a correria da vida moderna e que isso se reflete diretamente na escola, pensamos nesse projeto com as séries iniciais, onde os alunos participarão de atividades que terão como objetivos o respeito ao outro, a cooperação, o diálogo e a busca pela paz interior.

OBJETIVOS:
Proporcionar momentos de leitura de histórias que relatam sobre as diferenças existentes;
Propiciar atividades e brincadeiras que favoreçam a integração dos alunos, professores e pais;
Entrevistar um membro da família (avô, pais, tios e idosos da comunidade) sobre felizes lembranças de sua infância;
Ilustrar e registrar em forma de listas e textos coletivos as histórias lidas; Escolher, reescrever, dramatizar e apresentar para as demais turmas uma história lida;
Dar um abraço da paz em volta da escola envolvendo os alunos, professores, funcionários e membros da escola;
Perceber e respeitar as diferenças existentes entre nós.
Utilizar o espaço e os recursos do laboratório de informática no desenvolvimento do projeto.

PÚBLICO ALVO:
1ºs anos A, B, C do ciclo I

TEMPO DE DURAÇÃO:

1º semestre

ETAPAS:
Levantamento dos conhecimentos prévios;
Pesquisa com os pais e avós sobre brincadeiras cooperativas;
Entrevista com os familiares e membros da comunidade sobre momentos felizes da sua infância;
Leitura de histórias que relatam sobre as diferenças existentes;
Registro e ilustração das histórias lidas;
Brincadeiras que propiciam a integração dos alunos;
Socialização e reflexão das leituras lidas;
Dramatização das histórias lidas; Elaboração de uma poesia;
Votação eletrônica para escolha do desenho criado;
Encerramento com um abraço da paz em volta da escola.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
Fazer o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos através de imagens no laboratório de informática;
Registrar no laboratório de informática utilizando no Word as perguntas que serão feitas aos familiares;
Entrevistar um membro da família e pessoas da comunidade na biblioteca interativa; Registrar a pesquisa utilizando o Power Point no laboratório de informática;
Ler e compartilhar as leituras com os colegas na sala de aula e na BEI;
Ilustrar as histórias lidas no laboratório de informática utilizando o Tux Paint; Fazer listas das histórias lidas na sala de aula;
Fazer reescrita coletiva na sala de aula;
Confecção de uma caixa junto com os pais;
Criar um desenho que represente algumas das diferenças existentes entre os seres humanos, utilizando o Tux Paint;
Participar da votação eletrônica no laboratório de informática para eleger o desenho que será pintado na camiseta;
Pintar a camiseta.

PRODUTO FINAL:
Abraço da paz ao redor da escola

AVALIAÇÃO
Será avaliado:
•Mudança de postura frente as diferenças;
•Habilidades com os aplicativos Word e Power Point e Tux Paint;
•Apropriação da leitura e escrita;
•Ampliação de repertório ( vocabulário) na oralidade;
•Respeito ao outro.

BIBLIOGRAFIA UTILIZADA NO PROJETO
FILME:
Direitos do coração Léo e Albertina
LIVROS:
Um porco vem morar aqui
Um lobo instruído
Ninguem gosta de mim
O apanhador de sonhos
Guilherme Augusto Araújo Fernandes
Kabá Darebu
Mamãe você me ama?
Madalena, uma porquinha executiva
Samanta gorducha vai ao baile das bruxas
O trem da amizade
Vó Naná
A velhinha que dava nome às coisas
As aventuras de Pinocchio
Dito e feito
Balada Irro!
Seu corpo visto de perto!
Maria mijona
Quando mamãe virou um monstro
Você e eu
O catador de pensamentos
Menina bonita do laço de fita
A galinha que sabia nadar
Pedro e Tina
O homem que amava caixas
Patrícia Tico e os lobos maus
O coelhinho insone
O livro do papai
O livro da mamãe
O livro da família
O livro dos sentimentos
Tudo bem ser diferente
O livro da paz
Cuecas e calcinhas – o certo e o errado
Pequenos robôs
Vou ganhar um irmãozinho
SITES
http://www2.uol.com.br/ecokids/dircrian.htm# http://www.canalkids.com.br/cidadania/direitos/crianca.htm http://www.canalkids.com.br/cidadania/genteboa/diferenca.htm http://www.canalkids.com.br/cidadania/genteboa/diferenca2.htm http://www.canalkids.com.br/cidadania/direitos/crianca2.htm http://www.canalkids.com.br/cidadania/vocesabia/agosto02.htm

http://ensinarnadiversidade.blogspot.com.br/2010/02/projeto-aprendendo-com-as-diferencas.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Projeto Cultivando leitores



  O mundo está carente de cuidados e precisa da ajuda de todos nós. E qual é uma das áreas importantes para preservar e cultivar? Sem dúvida, o hábito da leitura.
            É importante que as sementes sejam muito bem cuidadas e selecionadas.
Não se forma bons leitores s eles não têm um contato íntimo com textos. Há inúmeras maneiras de fazer isso. O importante é que o material escrito apresentado às crianças sem interessante e que desperte a curiosidade deles.
As disposições favoráveis à leitura manifestam-se adesão a práticas sociais próprias do universo da cultura escrita. Inserir-se nessas práticas sociais implica comportamentos, procedimentos e destrezas típicas de quem vive no mundo da leitura, partindo desses pressupostos que, os professores das séries iniciais da Escola Estadual Professora Dôra Barbosa juntamente a supervisão pedagógica percebendo a necessidade de “cultivar” o hábito de leitura entre os alunos apontaram como ação de intervenção do dia-a-dia o  trabalho sistemático com o ato de ler.
Atitudes como gostar de ler, interessar-se pela leitura e pelos livros são construídas para algumas pessoas no espaço familiar e em outras esferas de convivências em que a escrita circula. Mas, pra outros, é, sobretudo na escola que o gosto pode e deve ser incentivado. Para isso é importante que a criança, perceba a leitura como ato prazeroso e necessário tendo os adultos como modelo.
Neste projeto pretende-se resgatar o ato de ler daqueles envolvidos na construção do conhecimento escolar; professor, alunos, pais e equipe pedagógica, pois só com esse compromisso é que se chegará aos êxitos almejados.
Percebe-se que se trata de uma posição desafiadora, morosa e trabalhosa, uma vez que concorremos com meios de comunicação de alta tecnologia, atração e sedução. Lançar mão desses recursos poderá ser uma ferramenta aliada à construção do ato de ler.


OBJETIVO GERAL

J  Disponibilizar a cultura escrita de maneira atrativa construtiva para estimular o desenvolvimento do gosto e do hábito de ler;
J  Apropriar do ato de ler para construção da escrita;
J  Reconhecer o valor da língua falada e escrita como meio de informação e transmissão de culturas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

J  Conhecer e apreciar várias histórias e textos de diversos autores nacionais e internacionais;
J  Promover momentos de leitura diariamente;
J  Apropriar do hábito de ler na construção da escrita em sala de aula;
J  Valorizar a leitura como fonte de fruição, estética e entretenimento;

METODOLOGIA

J  Aula expositiva dialogada e interativa;
J  Roda de leitura;
J  Dramatização;
J  Contação de histórias;
J  Empréstimo de livros;
J  Leitura oral e silenciosa pela professora e pelos alunos;
J  Histórias audiovisuais.
J  Escrita de fichas;
J  Produção de textos a partir da história explorada.

PROCEDIMENTOS

1.      Leitura deleite: o texto deve ser escolhido e preparado anteriormente. Pois trata-se de uma leitura prazerosa, então deve ser divertida e de fácil entendimento pelas crianças.
2.      Intervenção na Leitura: momento em que a Professora Eventual terá com os alunos que estão com dificuldades na leitura. Propondo textos simples para memorização dos sons das sílabas e textos maiores para os eu precisam adquirir fluência na leitura. Acontecerá todos os dias individualmente após o recreio, o aluno levará  o texto para casa para fixação da leitura.
3.      Empréstimos de Livros: Os livros deverão ser expostos para que as crianças possam escolher de acordo a sua preferência. O professor responsável deverá sugerir algumas histórias para as crianças que apresentam dúvidas e que não tem hábito de leitura. Os empréstimos acontecerão em dias alternados de acordo disponibilidade das professoras responsáveis.
4.      Contação de Histórias: Preparada com antecedência, a contação deve ser prazerosa e envolvente, com cantigas, movimentos e adereços.
5.      História audiovisual: Organizar as histórias e passar na TV ou data show. Para os alunos do 1º ano histórias mais curtas como fábulas e para os alunos do 2º ano histórias maiores como contos. Após apreciação do filme realizar atividade escrita realizada pela supervisão escolar.
6.      Apresentação do Projeto: Na reunião de pais cada professora deverá apresentar o projeto aos pais expondo a importância e objetivos, bem como a participação de todos. Neste dia é interessante que se conte uma história aos pais e entregue lembrancinhas referentes a história contada.
7.      História novela:  A partir de uma história maior divide-se capítulos que deverão ser contados com suspense todos os dias para os alunos, ou histórias auditivas.
8.      Visita a biblioteca da escola: Combinar com a bibliotecária da escola um momento de literatura na própria biblioteca da escola, para que os mesmos possam conhecer e desfrutar desse espaço tão importante da escola.
9.      Leitura coletiva: Ao receber os alunos todos devem se concentrar no pátio para audição de um texto feito pelos colegas no microfone.
10. Mala viajante: 1º  A professora apresenta o escritor a ser trabalhado naquele momento através de suas obras e biografia, em seguida conta-se uma história, explora e entrega um mimo que deve ser colado no caderno de leitura, após sorteia uma criança ser a próxima a conhecer outra obra do escritor, que leva o livro para casa para deleite com a família e retornar-se uma semana depois para a contação. Cada criança deverá trazer um mimo para seus colegas e professoras. A família que quiser pode participar desse momento na escola junto a criança.
11. Culminâcia : em aberto

AVALIAÇÃO

J  Observação do desempenho dos alunos em todo processo de leitura, inferência, interpretação e escrita;
J  Participação dos pais, alunos e professoras;


SUGESTÕES DE LEITURA:

J  Fábulas de Esopo
J  Fábulas de Monteiro Lobato
J  Fábulas populares
J  Pequenos contos populares
J  Autores:
1.      Ziraldo: Menino Maluquinho, O menino Marrom, Os dez amigos, Flicts, Juvenal
2.      Sylvia Orthof: Maria vai com as outras, Se as coisas fossem mães, Chora não! O sapato que miava.
3.      Ruth Rocha: Marcelo, Martelo, Marmelo; O reizinho mandão; A rua do Marcelo; A família do Marcelo; Quem tem medo do quê?
4.      Ana Maria achado: Menina Bonita do laço de fita; O menino Pedro e o seu boi voador; Dona Baratinha; Beijos mágicos; Beto, o carneiro; Palavras, palavrinhas, palavrões;
5.      Eva Furnari: Nós; Você troca; Não confunda Amigos do peito; Filó e Marieta; Bilico.
6.      Eliás José: Caixa mágica de surpresa; O amigão de todo mundo; Gente e mais gente; Bolo pra festa no céu
7.      Monteiro Lobato: Caçada de Pedrinho; Reinações de Narizinho; Memórias da Emília; histórias das invenções
8.      Enric Larreula: Todas as aventuras da Bruxa Onilda

J  Livros:
1.      A casa sonolenta;
2.      Marley
3.      Lila, e o segredo da chuva;
4.      Minha casa azul;
5.      Fugindo das garras do gato;
6.      Rápido como gafanhoto;
7.      Confusão no jardim;
8.      Bruxinha e Frederico;
9.      Que horas são;
10. Bom dia todas as cores;
11.  O menino que aprendeu a ver;
12. Toca de gente, casa de bicho;
13. Trava-língua, quebra queixo, rema-rema, remelexo;
14. A noite assombrada;
15. Falando pelos cotovelos;
16.  O valor de cada um;
17. Quase de verdade;
18. A margarida friorenta







sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Menina bonita do laço de fita

Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.  A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:

1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.

2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.

3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.

4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.

5. Mostrar a capa do livro aos alunos."Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.

6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a auto-estima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia do porquê do coelho querer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. 

É importante que o (a) professor (a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... 

Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. 

Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.

7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo: 
  
a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);

b) os alunos podem levar fotografiasde parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando, o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor (a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?

8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.

9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".

10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes- a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida. 
  
11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.

12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.      

Essas são algumas sugestões, apenas. O  professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação. 

Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica na Educação Infantil/Fundamental, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido. 
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro? 
  
Para refletir:

“Nossas escolas pretendem formar cidadãos. E cidadania não combina com desigualdade, assim como democracia não combina com preconceito e discriminação. Se as crianças vão à escola é porque desejamos que se desenvolvam plenamente como seres humanos...”






domingo, 1 de setembro de 2013

Projeto borboleta



Objetivo Geral: 
Despertar na criança o gosto pela leitura, estimulando o hábito de ler.
Objetivos específicos:
Compreender o processo de metamorfose que ocorre nas borboletas;  
 Assimilar a numeração de base dez;  
 Estimular a busca por novas descobertas; 
 Reconhecer diferenças entre as cores, formas, tamanhos, através de gravuras de borboletas;
Pré leitura
Com as crianças reunidas em círculo, numa roda de conversa, iniciar a aula questionando-as sobre o que é uma borboleta, como ela nasce, onde ela nasce, etc...

Ouvir atentamente cada resposta e colocá-las diante da turma, para que esta confirme ou discuta a resposta dada pelos colegas;

Após esta discussão inicial, mostrar às crianças um livro de pesquisa, para que também tenham acesso a este tipo de “leitura explicativa”, relatando a metamorfose da borboleta através de gravuras;

Fazer com que as crianças, através de livros e revistas, achem e recortem borboletas de diversos tipos, cores e tamanhos, dispondo estas imagens no meio da roda de conversa para que todos tenham uma visão geral das figuras recortadas;

Permitir que as crianças tenham acesso ao livro de pesquisa, podendo manuseá-lo, analisá-lo com os demais colegas, trocando assim, conhecimentos em ter si.
A partir do conhecimento de cada aluno e com base no trabalho efetuado durante a roda de conversa, questionar as crianças sobre algumas músicas que falem de borboletas, cantando, de início com elas, a mais conhecida pela maioria, dramatizando-a:

“BORBOLETINHA, TÁ NA COZINHA,
FAZENDO CHOCOLATE,
PARA A MADRINHA
POTI, POTI,
PERNA DE PAU,
OLHO DE VIDRO,
E NARIZ DE PICA PAU”
Leitura:
Ainda em círculo, mostrar aos alunos o livro escolhido para a leitura do dia, baseado no assunto tratado na roda de conversa. Apresentar o livro “Eram dez lagartas”, comentado: o nome do livro, nome do autor (es),  nome do ilustrador, editora;
Realizar a leitura do livro, mostrando as gravuras do mesmo para as crianças acompanharem a história.
Pós leitura
Primeiramente questionar as crianças sobre do que se trata o livro, quais são os personagens que aparecem neste livro;
Questionar sobre a quantidade de lagartas que existiam no início do livro e quantas ficaram no final da história;
Com base no livro de pesquisas que as crianças visualizaram na roda de conversa e a partir das respostas dadas na questão anterior, questionar sobra o que aconteceu com as demais lagartas que foram ficando pelo caminho em cada página do livro;
Sair com as crianças para o pátio da escola ou até mesmo nos arredores, para que achem borboletas e, juntamente com a professora, fotografe-as, ou apenas admirem seu vôo, cores, tamanhos, sempre ressaltando a importância de deixá-las livres, na natureza, sem machucá-las durante a busca;                                                                      


 Utilizando as gravuras recortadas anteriormente pelas crianças e até mesmo as fotos impressas tiradas com elas, caso tenham conseguido, entregar a cada uma, a borboleta para que desenhem, nas mesinhas, como acham que era a lagarta desta borboleta em mãos, recebendo uma folha para que, de um lado desenhe a lagarta, seu casulo e por último cole a borboleta já “transformada”.
Cantar novamente com as crianças a musica da Borboletinha, dramatizando-a outra vez e escrevendo-a numa folha de papel bobina, dando espaço entre os versos da mesma, para que, em seguida, solicite às crianças para que, embaixo de cada verso, faça o desenho do que este representa, assinando em seguida, no final da música, seu nome, demonstrando sua participação no painel;
Comentar com as crianças que existem diferentes cores, formatos de borboletas e que, sabendo disso, um poeta, chamado Vinícius de Moraes, entre tantos outros que fazem lindas poesias, inventou um poema muito bonito para as borboletas;
Apresentar o poema para as crianças:
As Borboletas

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!
                                                          (Vinícius de Moraes)

Após a leitura, solicitar às crianças para que em duplas, montem seu poema, mas utilizando-se de desenhos e cores para cada palavra em que se possa fazer isso. No título, usar “AS” e colar uma borboleta no lugar da palavra; no lugar da palavra “azuis”, colar uma borboleta azul...E assim por diante até o final do poema, onde se pode substituir a palavra.

Fazer a exposição do trabalho das crianças; 


Através do site      http://www.biologo.com.br/videos/borboleta.html , fazer com que as crianças assistam o pequeno vídeo que mostra as borboletas, entregando antes um pequeno texto informativo, para que procurem nele a palavra BORBOLETA.   


Em grupos, montar um livrinho, a partir do livro apresentado anteriormente (“Eram dez lagartas”), entregando à turma folhas de sulfite, lápis, canetinhas, colas coloridas, etc... Diversos materiais para que cada grupo possa elaborar um livro, valendo-se da criatividade de cada um, podendo ser através de desenhos, colagens, etc... Cada grupo vai desenhar a quantidade de lagartas que desejar e criar a sequência de acontecimentos para cada página da sua história.


http://matematicar321.blogspot.com.br/2012/10/projeto-borboletas.html