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04 DE JULHO DE 2011
Um blog aliado às pesquisas de professores, pois existem muitas possibilidades lúdicas pela net,
além de inúmeros endereços pedagógicos incríveis.
Aqui vocês terão as postagens originais, ou partes delas,
adicionados às demais informações necessárias, com os devidos créditos atribuídos.
Amiga blogueira, se desejar divulgar seus projetos, entre em contato.

PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Projeto: " O mundo de Zo´"




 Adaptação do Clássico “O Mágico de ÓZ"

Projeto adaptado para meio ambiente

Versão original literária: EUA 1901- O mágico de Oz -(The wizard of Oz) de Lyman Frank Baum
Versão cinematográfica: EUA 1939. Gênero - Musical - direção de Victor Fleming.

Nome do projeto : O Mundo de Zó

Tempo de duração : de Agosto à Novembro de 2008.

Objetivos: Desenvolver a capacidade de observação e percepção do meio externo e a influência do homem sobre ele, apurando o olhar para os aspectos naturais e pessoais, expressando na forma de manifestações artísticas seus sentimentos e aprendizagens.
Reconhecer e resgatar os sentimentos que são valorizados na trama, como amizade, sabedoria, bondade e coragem.
Como surgiu o projeto:
A idéia de desenvolver este projeto partiu da finalização do projeto “Brincadeiras de criança com Portinari”, do qual tínhamos desenvolvido no 2º bimestre. As crianças estavam numa fase de encantamento com espantalhos, devido às obras do artista, pensei então que pudessem gostar de assistir o filme O mágico de Óz, Para conhecerem o espantalho, um dos personagens do filme. Como eram crianças de uma comunidade de baixa renda, tinham pouco contato com o mundo cultural, nunca tinham ouvido nem visto nada a respeito desta fábula, então tive a preocupação de que o filme não os agradaria , embora seja um clássico, mas conforme foi passando o filme, ficavam cada vez mais absorvidos com a história e com os personagens.
Entramos no recesso de julho. Quando retornamos o primeiro pedido foi: - Prô queremos assistir novamente o filme da Doroth! E lá se foram duas, três, e muitas outras vezes. Estava decidido o projeto do terceiro bimestre! Íamos trabalhar as Múltiplas expressões artísticas através do Clássico “O Mágico de Óz”. Foi quando recebemos da secretaria de Educação, uma circular onde, no terceiro bimestre, deveria ser desenvolvido um projeto de meio ambiente relacionado ao tema: “ Consumo Consciente”. Senti meus planos serem demolidos, Mas então pensei: Porque não elaborar um projeto de educação Ambiental dentro do meu projeto de artes?
Envolvimento dos alunos no projeto
O tema do projeto estava certo, mas tive a preocupação de como adaptá-lo para uma versão “ambiental”. Decidi então que nada melhor que as idéias partissem deles.
Na roda de conversa lancei a seguinte questão: Porque a Doroth não estava satisfeita com o lugar que ela vivia?
Recebi várias respostas, algumas do tipo: Porque ela queria viver num lugar diferente. Devolvi com pergunta: Quem aqui gostaria de viver num lugar diferente do qual vive hoje? Por quê?
E depois de muita conversa chegamos a conclusão que não queríamos morar em um lugar diferente, só queríamos que fosse diferente o nosso lugar. Mas diferente no quê?
Então saímos em campo, pela escola, pelas ruas do nosso bairro, observando o que queríamos que fosse diferente. Fomos conhecer escolas vizinhas, entre elas uma onde o projeto político pedagógico era pautado em questões ambientais.
Orientei-os para não descuidarem da observação, principalmente dos aspectos artísticos, que eram nosso foco principal, cores, formas e as sensações que cada um daqueles ambientes nos causava, sem descuidar dos aspectos ambientais. Retornando para a escola, onde tudo era registrado em forma de desenhos, colagens, modelagens e pinturas.
Partiu deles que queriam fazer um teatro da história,então lancei a questão : Porque não contar uma história do nosso jeito? Criar a nossa versão do mágico de Óz?
Então comecei a escrever um roteiro, foi quando nasceu “O mundo de ZÓ”, uma adaptação do clássico para uma versão ambiental. Quiseram que mantivesse todos os personagens e seus nomes originais, apenas tive a preocupação de usar uma linguagem apropriada que pudesse atingir àquela faixa-etária, para que as mensagens da trama, levassem à tomada de consciência ambiental .
Teatro
Para prepará-los para a apresentação do teatro, cuidei de planejar brincadeiras que explorassem a qualidade na comunicação de suas idéias e sentimentos , pois algumas crianças eram muito tímidas e não conseguiam se expressar diante do grupo) e Expressão corporal , para que familiarizando-se com a imagem do próprio corpo, adquirindo posturas, movimentos e ritmos corporais, pudessem expressar idéias e sentimentos.
A partir da história, montei a organização espacial e temporal do projeto, os recursos pedagógicos que seriam utilizados e as atividades que seriam desenvolvidas.
  • Organização das atividades : Decidi que usaríamos cada personagens para ilustrar o objetivo dos temas que iríamos trabalhar.
  • Doroth : desejava viver num mundo melhor. ( Conscientização ambiental)
  • Espantalho : Guardião das plantações. (A Importância da preservação das árvores e das plantas para o meio ambiente)
  • Homem de lata : Resultado do lixo lançado no meio ambiente. ( Lixo )
  • Leão : Estava sendo vitima da extinção, devido às causas ambientais, mas tinha medo de fugir. (Extinção dos animais ).
  • Bruxa : grande vilã, consumista que vinha destruindo “Zó”. (Consumo Consciente)
Objetivos Específicos
Artes:
  • Desenvolver a observação, percepção e exploração das diferentes características físicas (cores, formas, texturas e plasticidade) dos elementos da natureza em seus aspectos naturais e ambientais e expressá-los na forma de manifestações artísticas.
  • Desenvolver a percepção do olhar para as diferentes manifestações das emoções humanas e personalidade e expressá-las através de manifestações artísticas.
Natureza e Sociedade: Desenvolver a observação e percepção do meio externo Natural as influências e efeitos do homem sobre ele e expressá-las através de manifestações artísticas.
Conteúdos
Brincadeiras e atividades que focaram o desenvolvimento das expressões e manifestações artíticas.
  • Observação/percepção/exploração sensorial dos diferentes tipos de solo, plantas e árvores.
  • Mímica
  • Estátua
  • Fazer caretas
  • Massagens
  • Imitações
  • Danças
  • Música
  • Travalinguas
  • Desenhos e colagens
  • Construções tridimencional
  • Confecção de Brinquedos de sucata
  • Confecção do Homem de lata articulado (reaproveitamento de latas que seriam descartadas)
  • Confecção do Espantalho ( reaproveitamento de tecidos e roupas que seriam descartadas)
  • Confecção da vassoura de garrafa pet.
  • Fomos ao teatro Assistir a peça “No Reino Mágico de ÓZ – da Cia Sai Santa
Atividades que focaram os conhecimentos e procedimentos relacionados ao eixo natureza e sociedade
  • Saída de campo: Pela escola, algumas ruas do bairro, e escola Viverde.
  • Plantio de árvores.
  • Horta
  • Rodas de conversa sobre a Importância do solo, das plantas e das árvores e sua preservação.
  • Estudo dos diversos tipos de solo e a importância dos bichinhos que nele vivem – em especial a minhoca que é de grande utilidade para a nutrição (adubo natural) e preservação do solo. Fizemos um minhocário e as crianças apresentaram um seminário sobre “As minhocas” para as outras salas.
  • Trilha do lixo: Saímos pela escola e arredores, com saco de lixo, observando e coletando o lixo que estava no chão, ressaltando sobre os efeitos do lixo na natureza.
  • No pátio fizemos a seleção do lixo: Orgânico, papel, plástico, metal e outros depositando-os nas caixas que de respectiva cor.
  • Reaproveitamento de materiais e reciclagem para:
  • Reaproveitamento de alimentos (Culinária): Bolo da Casca da banana.
  • Patrulheiros do lixo: Eram escolhidas duas crianças por dia para fazer a patrulha do lixo dentro e fora da escola, recolhendo e fazendo a coleta seletiva. Tinham autoridade para advertir aqueles que jogavam lixo no chão.
  • Patrulheiros do Consumo consciente de alimentos: Duas crianças escolhida por dia, ficavam responsáveis por conscientizar aqueles que jogavam comida fora, recolhiam esta comida e levavam para o balde da compostagem.
  • Compostagem com as sobras de alimentos
Conclusão do projeto:
A princípio, somente as crianças fariam a apresentação do teatro para o encerramento do projeto, mas como a temática “consumo consciente” era parte de um projeto pedagógico da escola que vinha sendo trabalhado por todas as turmas, a equipe de professores se dispuseram numa parceria, para que também houvesse um teatro realizado pelos professores, a idéia foi maravilhosa, o que tornou o projeto ainda mais rico, pois envolveu toda a equipe escolar, aqueles que não participaram da peça, aceitaram ajudar na sonoplastia, narração ou com o cenário ( que em defesa do consumo consciente, foi todo confeccionado com materiais reaproveitado ).
Num outro dia as crianças apresentaram a sua peça, foi muito interessante, pois eu não ensaiei as falas com eles, nenhum dia, e cada um sabiam as falas do seu personagem e a ordem das cenas. Íamos montar os figurinos com os materiais que tínhamos na escola, sem precisar comprar nada, mas quiseram usar o mesmo figurino que nós usamos (professoras). Cada um já tinha escolhido seu personagem, então foi só colocá-los em cena.
Surpreendi-me ao ver alunos que no inicio nem conseguiam se expressar na roda de conversa, não tinham organização de pensamentos e idéias, consciência corporal, e nem auto-estima e que através deste trabalho constante de estímulo à comunicação e expressão, ao diálogo, à observação, percepção, exploração do ambiente e liberdade nas manifestações artísticas para expressar suas idéias e emoções, tiveram grandes avanços nos aspectos cognitivo, linguagem, social, emocional e afetivo.
No teatro ficou evidente o quanto tinha significado para eles aquele projeto, o modo como absorveram as informações, pois nas falas expressavam mensagens que ao longo do projeto tinham sido transmitidas. Além das mensagens de cuidado à conscientização Ambiental, o projeto também trabalhou valores como: amizade, perseverança, sabedoria, bondade e coragem.
Finalização do projeto
O projeto não teve uma finalização absoluta pois continuamos o restante do ano cuidando da horta, fizemos a colheita, fazíamos a coleta seletiva do lixo , devolvemos as minhocas do minhocário para a terra (horta).
Apenas fizemos uma Amostra de atividades à comunidade , onde foi mostrado todos os trabalhos que a escola desenvolveu dentro daquele tema oferecendo oficinas de artesanato (mosaico ecológico com garrafa pet) e oficina sabão, com reaproveitamento de óleo de cozinha que seria descartado, da qual nossa turma ficou responsável.
Recursos utilizados: Vídeo, textos, imagens, sites da internet.
Bibliografia
  • BAUM, Lyman Frank - O mágico de Oz -(The wizard of Oz)
  • São Paulo : Ática.1997
  • RCNEI Referencial curricular nacional para a educação infantil /
  • Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação
  • Fundamental. — Brasília: MEC/SEF, 1998.
  • PCN - Parâmetros curriculares nacionais : Introdução aos parâmetros curriculares nacionais / secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997.

Roteiro do teatro - " O mundo de Zó"

NARRADOR - Vivia em um lugar uma menina chamada DOROTH, que tinha um cachorrinho chamado Totó. Um dia o Totó sumiu, então DOROTH saiu para procurá-lo , andou por muito tempo, foi a muitos lugares, conversou com muitas pessoas e descobriu que quem o roubara foi uma terrível bruxa, que havia se mudado para um distante lugar chamado:
NARRADOR - Certa vez havia um lugar chamado zó. Um lugar muito bonito, onde havia montanhas, jardins com muitas flores, e uma floresta com um rio de água limpa e cristalina. Todos que ali habitavam viviam em harmonia, plantavam e cuidavam das águas dos rios e da floresta, pois sabiam que precisavam deles para sobreviver. Mas certo dia apareceu por lá uma mulher muito má, ela era vendedora e se as pessoas não comprassem seus produtos ela ficava enfurecida. Ela não gostava de nada bonito e nem de pessoas felizes, por isso, quando chegou a Zó, não gostou nada, e então falou:
BRUXA - Que lugar horrível! Tenho horror a plantas, detesto árvores, credo! Que rio mais limpo! Odeio água, Muito menos água limpa! Mas mesmo assim, vou ficar por aqui!
NARRADOR - A partir daquele dia o mundo de Zó não foi mais o mesmo.
NARRADOR - Já havia passado algum tempo até que um dia chegou a Zó, uma menina que procurava seu cachorrinho que tinha sido roubado...
DOROTH - Totóóóó! –Ah! Estou tão cansada e já perdi a esperança de encontrar meu cachorrinho.
Quando chegou em uma estrada de pedras amarelas encontra Totó.
DOROTH - Totó! Por onde você andou? Que bom que te encontrei! Agora vamos voltar pra casa... Mas e agora? Eu não sei mais o caminho de volta pra casa? Meu Deus Toto! Estamos perdidos!
ESPANTALHO - Você pode ir por aqui, ou por lá também se quiser.
DOROTH - Quem está falando? De onde vem esta voz?
ESPANTALHO - Aqui, no milharal .
DOROTH olhou para o outro lado da estrada e viu um espantalho pendurado
DOROTH - Quem é você? O que faz aí?
ESPANTALHO - Bom, eu sou um espantalho, me colocaram aqui para espantar os passarinhos que vinham comer as plantas. E você quem é?
DOROTH - Eu sou, DOROTH vim buscar meu cachorrinho que foi roubado. Mas... você fala? Você não pode pensar, como consegue falar?
ESPANTALHO- Ah! Tem tanta gente que não pensa e fala! Você parece estar preocupada?
DOROTH - Sim, é que Totó havia sumido, e só agora eu o encontrei, mas andei muito, estou muito longe de casa e não sei o caminho de volta...
ESPANTALHO - Se eu tivesse um cérebro pra pensar eu te ajudaria, mas eu não posso resolver nem o meu problema.
DOROTH - E qual é o seu problema?
ESPANTALHO - Você não vê? Olha como está esse lugar? Zó não era assim, vivíamos felizes aqui, plantavam, tinha muita água limpa para dar para as plantinhas e os animais, e eu? Eu espantava todos os passarinhos que queriam comer a plantação, mas de repente, tudo mudou, deixaram de plantar, e eu fiquei abandonado por aqui... neste lugar que agora está horrível.
DOROTH - É realmente este lugar está muito feio. Quanto lixo jogado na estrada e no rio também...
ESPANTALHO - O pior, é que eu não sei o porquê isto aconteceu.. Eu não posso pensar... Se ao menos eu tivesse um cérebro... Mas quanto a você, alguém me disse que quem ir até o final desta estrada de pedras amarelas , chegará a casa de uma fada, que pode realizar desejos ... ela poderia te ensinar o caminho de volta.
DOROTH - Então porque não vem comigo? Ela também poderia dar um cérebro a você?
ESPANTALHO - Será? E então eu poderia pensar... e iria saber porque Zó ficou assim!
DOROTH - E também a caminhada seria melhor com um amigo.
E lá se foram DOROTH, Totó e o espantalho pelo caminho de pedras amarelas...
Barulho de coisa enferrujada
HOMEM DE LATA -Iiiii!..... Iiiiiiiiiiii!......iiiiiiii!
DOROTH -Que barulho é esse?
HOMEM DE LATA - iiiiii...iiiiii
DOROTH fica impressionada com o homem de lata.
DOROTH - Incrível! Você é realmente todinho de lata, e porque está gemendo assim?
HOMEM DE LATA ( murmurando) -Óooleooooo, Óleoooooooo
ESPANTALHO - Ele está pedindo óleo! Vamos colocar óleo em suas juntas que estão muito enferrujadas.
HOMEM DE LATA – Ufa! Obrigada amigos, vocês não sabem como é bom poder se mexer novamente. Fui formado quando as latas que jogaram no rio se juntaram, e alguém me pegou do rio e me pôs aqui na floresta, me deu este machado e falou pra eu cortar as árvores, então eu virei um lenhador. Mas um dia, eu estava aqui para cortar uma arvore e começou a chover, então eu não conseguí mais sair do lugar, e desde aquele dia nunca mais choveu, por isso fiquei parado aqui, porque fiquei enferrujado!
DOROTH -Mas agora você já pode se mexer novamente
HOMEM DE LATA -É, mas não é só este meu problema.
DOROTH - E Qual mais ?
HOMEM DE LATA - A floresta! Está cada dia mais vazia, está ficando muito feia sem o verde das árvores. Acho que eu preciso de um coração.
DOROTH - Um coração?! Mas o que tem a ver o coração com a floresta?
HOMEM DE LATA - Alguém um dia passou por aqui e falou: Olha como está ficando a floresta? Você não tem coração? Então se eu tivesse um coração talvez às arvores voltassem a nascer aqui na floresta.
ESPANTALHO - Acho que sabemos quem poderia te dar um coração. Estamos indo até a fada da estrada de pedras amarelas, DOROTH vai pedir a ela que a leve de volta pra casa, e eu vou pedir que me de um cérebro para eu poder pensar, você poderia vir com a gente e pedir a ela um coração.
HOMEMDE LATA- Você acha que ela me daria mesmo um coração???
DOROTH - Teremos que chegar até o final da estrada...
E lá foram eles
De repente ouviram um rugido de um animal
LEÃO - AHUUH!!!
Chegaram mais perto
DOROTH - Um leão!!! Preso numa armadilha
O homem de lata rapidamente tirou o leão de lá.
HOMEM DE LATA-Agora você está salvo!
Então o leão começou a chorar.
DOROTH - Mas porque está chorando?
LEÃO - Desculpe-me é que sou um leão sem coragem, um covarde, não consigo botar medo em ninguém... até mesmo este cachorrinho me trás medo ... Se eu tivesse coragem eles não iriam embora.
DOROTH - Eles quem?
LEÃO - Meus amigos animais, estão indo embora da floresta porque não querem ter um rei covarde, de um tempo pra cá, meus amigos estão sumindo... Se eu ao menos tivesse coragem... -Choramingou
HOMEM DE LATA -Seus amigos podem estar indo embora por outro motivo, e não por sua causa
HOMEM DE LATA -Se realmente precisa de coragem poderia vir com a gente, queremos encontrar a fada dos desejos que mora no final da estrada das pedras amarelas, eu vou pedir a ela um coração, e meu amigo espantalho em cérebro e DOROTH quer saber o caminho de volta pra casa, você poderia pedir coragem a ela...
LEÃO - É tudo o que eu mais quero, ser corajoso pra que meus amigos se orgulhem de mim e não vão embora.
Então lá se foram os cinco, a caminho de realizar seus desejos...
A estrada de pedras amarelas já estava chegando ao fim, seria por ali a casa da boa fada? Mas não havia nenhuma casinha por ali, onde moraria a fada dos desejos?
Ali era o final da estrada e agora? Onde encontrá-la?
DOROTH - Fada! Boa Fada!! - Onde é sua casa? Precisamos que realize nossos desejos!
ESPANTALHO - Já chegamos ao final da estrada de pedras amarelas como me disseram. Poderia agora atender nosso pedido?
Neste momento uma risada sinistra soou na floresta:
BRUXA -Há! Há! Há!Há!!!! Então vocês querem encontrar a fada boa?
BRUXA -Há!há! há!há! Então seu espantalho bobo, você realmente acreditou nesta história, de que haveria no final da estrada uma boa fada que realizava os desejos? Há! Há!Há! Você é mesmo um bobo! Não existe fada nenhuma, muito menos fada boa. Você não quis comprar meus produtos! Então eu inventei esta história porque se você descesse daquele pau, seria comido pelos animais, já que estavam morrendo de fome e não tinha mais plantação para eles comerem mesmo.
ESPANTALHO - Mas eu nem estava precisando dos seus produtos? Não poderia comprá-los-Não interessa!! Deveria ter comprado assim mesmo! Depois jogasse fora, no lixo, ou melhor, no rio. É isso que eu faço quando compro uma coisa e não gosto ou quando fico enjoada dele, jogo fora.
HOMEM DE LATA - Mas não podemos jogar as coisas no rio, O rio ficaria todo sujo, mataria os peixinhos, e a água contaminada não seria o melhor para as plantas.
DOROTH - E também vovó me ensinou que devemos comprar somente o necessário, para evitar o desperdício
BRUXA - Que desperdicio o que? Eu ADORO comprar, adoro jogar comida fora, jogar lixo na rua, deixar a torneira aberta, comer muito doce, bala, salgadinho e refrigerante e depois é só jogar o lixo no rio.
ESPANTALHO ( MUITO BRAVO)- Então é você sua Bruxa, que vem destruindo esse lugar! Bem que eu desconfiei de você , foi a partir do dia que você veio morar aqui, que Zó ficou deste jeito, toda destruída!!
HOMEM DE LATA - Foi você quem me jogou no rio, e me mandou cortar as árvores . Agora eu sei que cortar árvore não é certo, Quando eu vi que a floresta estava ficando sem as arvores e os animais que moravam ali indo embora eu fiquei muito triste e arrependido e agora não vou nunca mais fazer isso.
LEÃO - Então meus amigos animais não estão indo embora da floresta por minha causa, estão indo porque estavam acabando com a floresta, porque já não tinha mais água limpa para eles beberem, e foi você quem disse que eu não tinha coragem, que meus amigos estavam sumindo porque eu era um covarde, Mas agora você vai ver quem é o Leão covarde..
O leão pulou sobre a Bruxa para atacá-la, mas o espantalho pulou na frente amarrou a bruxa numa arvore, e disse:
ESPANTALHO - Você não pode devorá-la, ela terá que permanecer viva para consertar o que fez, poderá continuar morando aqui, mas terá que cuidar das árvores, limpar todo o lixo do rio, e se quiser comer, terá que plantar.
DOROTH - Então foi você que roubou o Totó de mim, e o escondeu por todo, esse tempo-
BRUXA - Esse cachorro pulguento que não sabe fazer nada!- disse a malvada
- Neste momento, como num passe de mágica apareceu uma linda fada com uma varinha de condão na mão
FADA - Acho que alguém chamou por mim.
DOROTH - Você está um pouco atrasada, não é dona fada! Mas espera aí... a Bruxa falou que não existia fada nenhuma!
FADA - Pois é meus amiguinhos, eu sou a fada boa da consciência e só apareço quando alguém aprende uma boa lição , as vezes nem preciso realizar os desejos, pois eles acabam sendo realizados pela própria pessoa que o desejou, como você espantalho, queria um cérebro para poder pensar, mas você provou que sabe pensar, quando não deixou o leão devorar a bruxa e deu a ela o castigo que merecia, mandando-a consertar tudo o que fez de errado.
FADA - você querido homem de lata mostrou ter um bom coração quando percebeu que cortar as árvores e jogar lixo no rio não é certo.
FADA -Já você corajoso Leão, mostrou sua bravura , quando corajosamente pulou sobre a bruxa má para devorá-la, por ela ter enganado a todos e ainda mais por destruir este lugar que sempre foi tão lindo e agora está deste jeito.
FADA - Quanto a você Doroth, vou realizar seu desejo levando-a de volta pra casa, pois mostrou que é uma menina consciente de que devemos cuidar muito bem do que a natureza nos dá, e ainda nos ensinou que a caminhada é mais fácil quando fazemos bons amigos.
DOROTH - Obrigada boa fada, eu também aprendi que o mundo que a gente quer depende do que a gente faz.
DOROTH foi se despedir de seus amigos, com tristeza por ter que deixá-los. E a Boa fada Tocou nela com sua varinha e Doroth a pode voltar pra casa.
Então o espantalho , o Homem de lata e o Leão foram denominados pela fada por “Patrulha Especial” a partir daquele momento seriam os responsáveis por defender Zó contra as ameaças ao meio ambiente; o espantalho pela sua inteligência, o Homem de lata pela sua bondade e o Leão pela sua coragem , juntos defenderiam Zó.
...
Ah! A Bruxa, coitada, teve que plantar muitas árvores na floresta, limpar o lixo das ruas, recolher os lixos do Rio, e passar a viver do seu trabalho; transformar todo o material que encontrava em objetos para o uso dos habitantes de zó.

Vejam no linguagem postagem sobre espantalhos
Literatura




 

sábado, 21 de abril de 2012

Projeto:Mães



TEMA: PARABÉNS MAMÃE!!!
DURAÇÃO: 2 SEMANAS.
JUSTIFICATIVA: O tema Dia das Mães realmente é maravilhoso para se trabalhar, não há aquela criança que não fique empolgada quando fala da mamãe.
Porém não podemos nos esquecer que entre nossos alunos sempre tem um ou outro que não mora com a mãe, sendo responsabilidade da avó ou da tia, ou até mesmo de outras pessoas.
Cabe a nós motivarmos nossas crianças e lhes mostrar motivos para participarem do projeto.
OBJETIVO: Sensibilizar os alunos sobre a importância de comemorarmos o dia das mães.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Reconhecer a importância da figura da mãe no desenvolvimento do caráter humano;
· Proporcionar momentos de reflexão sobre os diversos contextos familiares;
· Proporcionar condições para que os alunos tenham um pouco de conhecimento sobre a cidade em que vivem;
· Promover e estimular a linguagem oral;
· Estabelecer e ampliar as relações sociais;
· Estimular a afetividade entre as crianças a as mães;
· Conhecer e identificar diversas profissões;
· Desenvolver atenção e a criatividade;
· Praticar a coordenação motora fina e ampla;
· Desenvolver a expressão corporal;
· Brincar expressando emoções, sentimentos, pensamento, desejos e necessidades;
Desenvolver a leitura através da visualização de figuras.
CONTEÚDOS:
Data comemorativa – dia das mães, dia do trabalho;
· Motricidade fina e ampla;
· Expressões gráficas: desenho, pintura, montagem, colagem, noção de limite na folha;
· Expressão corporal;
· Historinhas;
. Criatividade, imaginação e dramatização.
. Música e ritmo;
. Socialização;
METODOLOGIA:
. Conversa informal sobre o Dia das Mães, Profissões
· Músicas: “Bate meu coraçãozinho”, “Mãezinha do céu”,
· Confecção de cartazes: “As profissões”, “Momentos com a mamãe”; “Montagem de uma boneca que representará a mãe”;
· Construção do livrinho de receita, do cartão pra mamãe;
· Confecção do porta-jóias de garrafa pet;
· Grafismo (atividade: ligar os objetos a mamãe);
· Colagem: (recortes e colagem de figuras de revistas);
· Pintura com lápis de cor, giz de cera e tinta têmpera;
· Ensaios de músicas e teatrinho para a apresentação;
· Momento flash: uma foto para mamãe.
· Dinâmicas com as mães no dia da festa;
· Homenagem as mãe: apresentação das turmas.
CULMINÂNCIA: festas em homenagem as mães.
AVALIAÇÃO: Avaliação será contínua, através da observação diária da criança no desempenho de suas atividades, no relacionamento com os colegas e com a professora.







sábado, 14 de abril de 2012

Projeto: Contos digitais



Ampliando o repertório de contos





Alfabetização
Projetos Escolares nº 19
Editora On Line



Projeto:Palavras divertidas



Leitura através de rimas
Projeto lúdico
Para obter um contato mais intenso com o sistema alfabético





Brincadeiras que dão nomes as coisas

 





Alfabetização
Projetos Escolares nº19
Editora On Line




NÃO CONFUNDA – OBRA DE EVA FURNARI

NÃO CONFUNDA GORILA GIGANTE,
COM MOCHILA CHOCANTE.
NÃO CONFUNDA VELHOTA NARIGUDA,
COM GAIVOTA BIGODUDA.
NÃO CONFUNDA FEIOSO AMARELADO,
COM MEDROSO ESVERDEADO.
NÃO CONFUNDA PICOLÉ SALGADO,
COM JACARÉ MIMADO.
NÃO CONFUNDA PETECA VIOLENTA,
COM MELECA NOJENTA.
NÃO CONFUNDA CARECA BANGUELA,
COM CUECA AMARELA.
NÃO CONFUNDA CABELO CURTO,
COM CAMELO SURDO.
NÃO CONFUNDA HIPOPÓTAMO ARRUMADO,
COM HELICÓPTERO ENFEITADO.
NÃO CONFUNDA O VIZINHO DO NICOLAU,
COM O PADRINHO JUVENAL.
NÃO CONFUNDA OVELHA ABELHUDA,
COM ABELHA ORELHUDA.
NÃO CONFUNDA CACHECOL DE BORBOLETA, COM CARACOL DE MALETA.
NÃO CONFUNDA COCEIRA DE PORQUINHO,
COM BANHEIRA DE PATINHO.
NÃO CONFUNDA VACA EMPACOTADA, COM PACA AVACALHADA.
NÃO CONFUNDA QUEIJO E UMA MORDIDA,
COM BEIJOS DE DESPEDIDA.

http://prevenindoamesmice.blogspot.com.br/2010/09/livro-nao-confunda-eva-furnari.html

Vejam outras sugestões de literatura infantil /rimas no Linguagem e Afins

domingo, 1 de abril de 2012

Projeto: Contos

Justificativa
Este projeto parte da leitura compartilhada com as crianças de uma obra de reconhecida qualidade literária. É interessante adequar a escolha dessa obra à faixa etária das crianças, então, por exemplo, ler contos de fadas em belíssimas e completas versões para as crianças de 3 e 4 anos e ler histórias mais longas, da literatura universal, por capítulos para crianças de 5 e 6 anos.
O projeto pressupõe que professores desenvolvam a prática da leitura em voz alta diária para seus alunos e requer que as crianças já tenham escutado a leitura de outros contos nas suas versões completas.
 No caso das crianças menores, por exemplo, com: Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, A Bela e a Fera, o Rei Sapo, Rapunzel ou Rumpelstiltskin. De outras idades, pode-se eleger, por exemplo, capítulos de livros como Robin Hood e Tristão e Isolda ou uma boa versão da Odisseia para crianças.
Uma vez que já tenha sido criado esse ambiente leitor em sala de aula, é o momento de escolher uma obra literária que aprecie muito, pois é importantíssimo esse laço do professor leitor com a obra literária, uma vez que o projeto tem como um de seus objetivos que os alunos tenham oportunidade de aprender com um bom modelo de leitor.
Recomenda-se que se converse com os alunos sobre o livro escolhido e se antecipem questões da história, criando, assim, um clima de suspense e curiosidade.
O professor deve comentar que, durante a leitura, podem surgir algumas dificuldades porque é uma obra que foi escrita muito tempo atrás e traz uma linguagem diferente daquela a que estão acostumados, mas que isso é muito bom e que eles vão descobrir palavras novas e muitas informações interessantes sobre uma época e um lugar diferentes dos nossos.
A escolha do livro ou texto se justifica por proporcionar uma situação significativa de fruição de uma obra literária de qualidade, da leitura de um texto longo, do contato com um vocabulário rico e da possibilidade de conviver com um modelo de leitor proficiente, elementos importantíssimos no processo de formação de leitores.

Objetivos e conteúdos
Os objetivos e conteúdos do projeto institucional O Livro das Versões são apresentados no quadro abaixo:

Objetivos:
• Criar um ambiente que facilitasse a imersão na cultura escrita;
• Potencializar o papel da professora um modelo de leitora para as crianças: modelo de ações, de expressões, de atitudes, de leitura;
• Possibilitar que as crianças se familiarizem com o vocabulário e linguagem literária;
• Favorecer, mediante a recepção de textos de autores consagrados, da capacidade de compreensão e de produção da linguagem escrita;
• Potencializar o papel da professora um modelo de escritora para as crianças: quando ela registra o texto oral com destino escrito produzido por elas; e
• Exercitar a reescrita (por meio do ditado à professora) como instrumento para se apropriar das construções, das regularidades e das particularidades dos livros.

Conteúdos:
• Leitura como uma fonte de prazer e entretenimento;
• Intercâmbio entre leitores;
• Gerenciamento da escrita: planejamento, textualização, revisão e edição; e
• Imersão em uma obra literária e construção de uma nova versão.

Público
Esse é um projeto que pode ser realizado com a Educação Infantil ou com os anos iniciais do Ensino Fundamental.
Nesse material, o projeto teve o nível de desafio ajustado para crianças da Educação Infantil, portanto, o único cuidado antes de realizá-lo com crianças do Ensino Fundamental é adequar o nível de desafio para o que é ideal para esses alunos.

Prazo e estrutura
Entre a fase de planejamento, preparação e condução das atividades, estimase que o projeto tenha duração de três meses.
Para implantá-lo, são necessários os seguintes materiais: livros literários; materiais para registrar/revisar o texto ditado pelas crianças (papel craft, canetões); e materiais para a confecção do livro com a nova versão de uma história elaborada pela sala.

Etapas de desenvolvimento
Para se implementar O Livro das Versões, são necessárias as etapas abaixo:

Primeira etapa
Nessa etapa, é preciso cuidar da faixa etária do público envolvido e a implementação deve respeitar esta divisão. O objetivo é compartilhar com as crianças a ideia do projeto.
Para as crianças menores, o professor deve ler vários contos e, ainda, reler os preferidos.
Depois disso, a sala vai escolher o conto de que as crianças mais gostaram e esse conto vai ser ditado pelas crianças para a professora para que todos juntos possam montar o livro da classe.
Com as crianças maiores, os professores devem ler um livro por capítulos e, no final da leitura do livro, eles vão contar a história para o professor. Deste ditado é que se montará um livro com a versão da sala para a história.
Segunda etapa
Deve-se compartilhar com as crianças ou decidir com elas para quê se destina o livro: sarau, exposição de livros, “leitura” para um público escolhido, presente para as crianças de outra sala ou de outra escola, etc.
Terceira etapa
Essa é a etapa de leitura da obra literária escolhida e também deve respeitar a faixa etária das crianças.
Para as crianças menores, deve-se ler um conto diferente a cada dia de uma semana e na semana seguinte retomar os títulos lidos (que podem estar registrados num cartaz, por exemplo).
Depois disso, deve-se perguntar que história as crianças gostariam de ouvir de novo e reler as históriascomentadas para, enfim, escolher coletivamente a preferida da sala.
Para a leitura de histórias mais longas, com as crianças maiores, deve-se apresentar o livro que será lido, fazendo uma propaganda animada dele.
Depois se inicia a leitura e, ao final da leitura de cada capítulo, propõe-se antecipar, junto com eles, os acontecimentos do próximo com base na leitura do próximo título e do levantamento de hipóteses sobre seu conteúdo, estimulando, assim, comentários e trocas de impressões sobre o capítulo lido.
Quarta etapa
A proposta desse momento é retomar da história para as crianças e iniciar a construção do texto.
São as atividades desta etapa:
* Convidar as crianças a construírem sua própria versão da história que foi lida, ditando à professora a forma como se lembram dela, o que lhes chamou atenção, o que mais gostaram. Esse material será a base para a produção de um livro com as versões das crianças;
* Para começar a escrita, combinar com as crianças que elas vão ditar para a professora escrever, que todos devem participar, que devem procurar “caprichar” bastante, escolhendo palavras e formas de dizer que acharam bonitas na história;
*Combinar que todos vão fazer ilustrações e cuidar do acabamento do livro;
* Dividir a escrita da história em dois ou três dias, como for necessário, respeitando o ritmo das crianças (observe o momento em que as crianças começam a se dispersar, releia o que foi ditado e combine que continuam no próximo dia);
* A partir do segundo dia de escrita, reler o que já foi escrito e retomar coletivamente o que falta da história antes de solicitar que as crianças continuem a ditar a história;
* Quando terminar a escrita, escolher outro dia de aula para revisar o texto com eles (reler a história e perguntar de falta alguma coisa ou se eles querem mudar algo);
* Envolver as crianças na escrita do título, nomes dos capítulos e legendas das ilustrações.
 É importante para esse dia montar uma página com as “assinaturas” dos autores; e no final do processo, incluir no livro um pequeno texto coletivo produzido com as crianças, contando como foi o processo de escrita da nova versão.
Etapas finais
Uma quinta etapa seria a montagem do livro baseado no material produzido.
Depois de ter o material pronto, deve-se preparar com a turma o que seria a etapa final: organizar com elas um evento para apresentar o livro feito, o que pode ser um sarau, uma exposição, uma doação etc.

Avaliação
Ao decorrer do trabalho, é importante avaliar: os avanços das crianças com relação aos objetivos do projeto; o planejamento de intervenções individualizadas; e/ou o replanejamento e o reajuste das etapas do projeto em função desse processo.

* Fonte: Projeto Entorno - PMSP e Fundação Victor Civita, 2010



Projeto: Como vivem os filhotes?

ENCARTE INFORMATIVO: COMO VIVEM OS FILHOTES?

Objetivos:
- Buscar, selecionar e ler informações (tanto quando o professor lê em voz alta, quanto quando as crianças lêem por si mesmas)
- Registrar e comunicar o que se entendeu (em quadros, esquemas, desenhos ou pequenos textos)
- Organizar os novos conhecimentos em um encarte informativo
- Estabelecer relações entre os diferentes animais pesquisados (semelhanças e diferenças)
- Saber mais sobre o período que vai do nascimento até a vida adulta de animais mamíferos de diferentes lugares do mundo

Conteúdos:
- Leitura como fonte de informação
- Procedimentos de pesquisa: trabalho em grupo, seleção e organização de informações, registro de conclusões
- Expansão dos conhecimentos iniciais das crianças acerca de uma fase importante do ciclo de vida dos animais: a sua vida enquanto filhotes

Ano: CEI (de 0 a 3 anos de idade), Educação Infantil (de 4 a 6 anos de idade) e Ensino Fundamental (1º e 2º anos)

Tempo estimado: de 2 a 3 meses de trabalho

Material necessário: livros sobre animais, enciclopédias, revistas que tratem do tema e, quando possível, vídeos e DVDs sobre o assunto

Desenvolvimento:
Primeira etapa: apresentação do projeto
Selecione algum material interessante sobre filhotes, pode ser uma imagem de uma família de macacos ou um texto informativo sobre como as leoas cuidam de seus bebês, por exemplo.
Explore o assunto com as crianças: como vivem os filhotes de mamíferos, como são cuidados pelos pais e como aprendem a sobreviver no seu habitat natural.
Após levantar os conhecimentos prévios que elas têm sobre o assunto, registre em um cartaz:
“O que já sabemos sobre os filhotes”.
Faça questionamentos que os ajudem a identificar quais animais se interessam em estudar, como: “como será que as mães desses animais cuidam dos filhotes?”, “o que será que elas trazem para eles comerem?”, “será que eles – os filhotes – já sabem se defender de outros animais?”, “até que idade eles vivem com seus pais?”, “será que eles demoram a andar como os bebês humanos?” etc. Liste os filhotes de animais que serão estudados pela turma (uma sugestão é um animal para cada quatro crianças), o que a turma quer saber sobre eles, num cartaz: “O que queremos saber sobre os filhotes”.
Depois dessa primeira conversa, compartilhe que irão elaborar um encarte informativo, produzido por toda a turma, sobre os filhotes que eles estudarem, levantando com eles alguns possíveis destinatários: biblioteca da escola, outra turma, outra escola ou instituição etc.

Segunda etapa: o professor lê textos informativos para seus alunos
Selecione algum material que aborde informações de interesse das crianças, por exemplo, como nascem os leões.
Explore as imagens, o título e os subtítulos para atrair a atenção das crianças.
Leia o material enfatizando com a voz as informações relevantes para a pesquisa.
Após a leitura, converse com as crianças sobre o texto lido e pergunta a elas o que é importante anotar, para quando forem escrever o encarte.
Por exemplo, se as crianças estiverem investigando como nascem os filhotes selecionados pelo grupo e o material esclareceu que o leão é um mamífero e nasce da barriga da fêmea, registrem no cartaz esta informação.
* Esta é uma etapa fundamental do trabalho e deve se repetir no decorrer da pesquisa e sempre que restarem questões fundamentais do estudo a serem respondidas.

Terceira etapa: a turma assiste a documentários informativos sobre os filhotes
Se o documentário mostra, por exemplo, as leoas amamentando seus filhotes, antes de mostrá-lo às crianças, retome as dúvidas levantadas por elas e antecipe que o documentário poderá esclarecê-la.
Depois do vídeo, proponha que comentem sobre o que mais lhes chamou a atenção e quais informações pertinentes ao estudo foram apresentadas pelo documentário.
Com a colaboração da turma, registrem o que considerarem importante para a pesquisa.

Quarta etapa: os alunos leem textos informativos
Entregue para cada dupla ou trio um livro sobre determinado animal que a sala está estudando e diga que tipo de informação eles vão encontrar ali, por exemplo, “Nesse livro está escrito como a leão ensina seus filhotes a caçar” e peça que eles procurem a informação e registrem o que aprenderam.
Circule entre as crianças, fazendo intervenções que ajudem nessa tarefa (por exemplo: “Como podemos encontrar leão no índice?”, “As fotos ajudam?”, “Como saber onde está escrito sobre como os pequenos leões aprendem a caçar... que pistas podemos ter de que o texto está falando desse assunto?”.
Quando as crianças localizarem as informações necessárias, conversem sobre o que descobriram e registrem o que acham importante.

Quinta etapa: escrita coletiva de texto informativo
Você atuará como escriba das crianças, registrando o texto elaborado por elas.
Com a retomada das anotações coletivas, a turma planeja, junto com o professor, como podem escrever um texto sobre o que aprenderam sobre os filhotes (o que deve vir primeiro, e depois... fazendo um esquema do que será escrito).
Feito isso, a classe dita ao professor o texto, verificando, ao longo de sua elaboração, se está de acordo com o planejamento que fizeram e revisando no final.

Sexta etapa: edição do livro
Nesta etapa, as crianças, com seu apoio, fazem a organização final do encarte informativo. Definem onde irão posicionar cada informação e se ela irá acompanhada de imagens colhidas durante a pesquisa e/ou ilustrações realizadas pelas crianças.

Fontes de pesquisa indicadas:
“Animais simpáticos, comportamentos estranhos” – ABCPRESS
“O mundo fascinante dos animais” – Ed Girassol (com os seguintes volumes: Felinos, Macacos, Animais marinhos)
“100 animais ameaçados de extinção no Brasil” – Ediouro 146
“Atlas Animais do Mundo” – Ed Girassol
“Enciclopédia de curiosidades sobre os animais” – Ed Girassol
“Animais da Amazônia” – Sueli Furlan e Sylvia Sonksen – Horizonte Geográfico
“Meu primeiro Larousse dos animais”
“Meu primeiro Larousse de Ciências”
* Vídeo sobre leões marinhos:
http://www.discoverybrasil.com/_interactive/videos/8/index.shtml

* fonte: Projeto Entorno, Fundação Victor Civita e PMSP, 2010 (também disponível em:
http://www.fvc.org.br/pdf/projeto-entorno.pdf )

PROJETO

 LEITURA DE TEXTOS INFORMATIVOS


1. Justificativa
Ler textos informativos, conhecer seus portadores, desenvolver estratégias para localizarinformações sobre temas acerca dos quais se deseja saber mais é um aspecto importantíssimo daformação de um leitor.
Pesquisar com as crianças tem como propósito desenvolver nelas, desdemuito pequenas, o gosto de ler para saber mais sobre um assunto.
Tem-se em vista que manuseiem e se familiarizem com textos científicos de circulação social e que compreendam que eles são fontes confiáveis de informações, por meio dos quais se pode aprender muito.
A proposta desse projeto é aliar o trabalho com textos informativos com um tema que desperte a curiosidade das crianças e possibilite variados encontros com a leitura em contexto de estudo e busca de informações.
Para a escola, esse projeto é um instrumento que possibilita tornar comum ao quadro deprofessores, o hábito de ler textos de ciências para as crianças, a prática de compartilhar e construir procedimentos de pesquisa e registro de informações importantes, além do que, contribui para ampliar a concepção de formar leitores que os professores normalmente possuem, ampliando as práticas de leitura habituais à comunidade escolar.

2. Objetivos e conteúdos

O trabalho com a leitura de textos informativos tem os seguintes objetivos e conteúdos:

Objetivos
- Ler para buscar informações e saber mais sobre um tema
- Buscar e selecionar informações sobre o tema estudado
- Registrar e organizar o que se entendeu
- Comunicar suas conclusões à comunidade escolar
- Aprender procedimentos que leitores experientes usam ao procurar informações nos textos(uso do índice, títulos e subtítulos, chamadas, etc.)
- Formular perguntas e estabelecer relações entre diferentes informações e ideias sobre essetema de estudo
- Trabalhar com os colegas de forma cooperativa e solidária para construir conhecimento sobre otema estudado: conversar sobre o que foi lido, discutindo seu significado, expondo sua opinião erelacionando-a com a dos demais

Conteúdos:
• Leitura como fonte de informação;
• Procedimentos de pesquisa: trabalho em grupo, seleção e organização de informações, registro de conclusões; e
• Expansão dos conhecimentos iniciais das crianças sobre o tema de estudo.

3. Público
Esse projeto pode ser desenvolvido no CEI (0 a 3 anos de idade), Educação Infantil (4 a 6 anos
de idade) e Ensino Fundamental (1º e 2º anos).

4. Prazo e estrutura
Para realizar este projeto são necessários de 02 a 03 meses de trabalho.
Os materiais necessários são: documentários, livros, revistas de divulgação científica,enciclopédias, jornais, sites confiáveis da internet etc.
Defina, junto com seu grupo de alunos, o produto final do projeto, levando em consideração os propósitos comunicativos – como vocês podem contar sobre a pesquisa realizada para a sala – e
seus destinatários – para quem seus alunos gostariam de contar sobre as informações novas que
pretendem encontrar sobre o tema de pesquisa:
- Pode ser um encarte informativo que reúna os resultados da pesquisa, organizado com opropósito de servir de consulta para outras turmas que venham a estudar ou se interessar
pelo tema.
- Outra opção é realizar uma exposição de Ciências para compartilhar as informaçõesdescobertas com os colegas e a comunidade escolar.

5. Etapas desenvolvimento
Preparo prévio do professor:
Alguns critérios podem ajudar na escolha do tema a ser pesquisado:
• Escolha um tema que desperte a curiosidade e o desejo de pesquisar das crianças.
Se for umtema que elas têm pouco contato ou desconhecem, procure antecipar se será de interesse delas e planeje situações para apresentá-lo de forma a envolvê-los.
• Deve ser um tema que permita que elas levantem dúvidas, exercitem sua autonomia eexerçam o papel de leitores que buscam informações.
• Escolha um tema do qual seja possível encontrar informações numa variedade de fontes depesquisa (livros, enciclopédias, revistas de divulgação científica, DVDs e sites confiáveis dainternet).
É interessante que as crianças conheçam as variadas formas que os portadorescientíficos se organizam e confrontem as informações apresentadas por cada um deles.
Verifique a fidedignidade das informações e a pertinência com o tema de estudo.
• Dê preferência a um tema que permita que a sala escolha um foco claro para a pesquisa
(como, por exemplo, pesquisar os animais que nascem de ovos vai exigir que se busque informações sobre quanto tempo cada animal fica dentro do ovo até que ele se abra, se é preciso que os pais choquem ou não... mas informações sobre o ritual de acasalamento de alguns desses animais, por mais interessantes que sejam, dêem ficar para uma nova pesquisa, a fim de que não se perca o foco do estudo).
Como a atividade de pesquisa é muito estimulante e sempre abre novas questões, é fundamental retornar ao foco da pesquisa, para que avancem na questão que motivou a trabalho.
Se surgirem outros temas de pesquisa interessantes, que não podem ser atendidos no momento, o professor pode anotar para retomar em outra situação de estudo.
Selecione, dentre as fontes de pesquisa disponíveis, aquelas que facilitem a construção dehipóteses das crianças acerca do conteúdo do texto (ou seja, que permita que elas relacionem osconhecimentos apresentados ali com seus saberes prévios; possua ilustrações; subtítulos e/ou
índice; no caso de revistas, chamadas para o artigo em questão), aquelas que permitem aprofundar a pesquisa e também aquelas que, ainda que não tenham essa organização textual que facilita a consulta, tragam informações importantes (e por isso, podem ser lidas por você em voz alta).
Antes de apresentá-las às crianças, estude-as e antecipe algumas das intervenções que fará durante a atividade.
É fundamental que o professor tenha conhecimento das informações que serão apresentadas e que realize um planejamento prévio do percurso da pesquisa, definindo a ordem de apresentação dos materiais.
Você pode sugerir que as crianças e familiares contribuam com as fontes de pesquisa disponíveis em casa.
 Atente-se ao fato de que possivelmente algumas contribuições não sejam adequadas à pesquisa. Neste caso, converse com a turma explicitando por que não poderão usá-la.

1ª etapa: Apresentação do projeto
Nesta etapa, o objetivo é conversar com as crianças sobre o tema, levantando os conhecimentos prévios e curiosidades que elas têm sobre o assunto.
Para isso, apresente parte de documentário ou faça uma breve leitura de um texto informativo que possa causar curiosidade nelas.
 Proponha uma discussão sobre os assuntos abordados e procure levantar questões e dúvidas da turma.
Fique atento para que a conversa não se esgote, para isso, é importante que você conte com certo repertório de informações e questões instigantes previamente preparadas.
Registre oscomentários das crianças, conforme elas dizem, em um cartaz.
Para facilitar divida em duas colunas: “O que já sabemos sobre...” e “O que queremos descobrir sobre...”.
Depois dessa primeira conversa, compartilhe com o grupo a proposta de pesquisa, e defina com ele qual será o produto final do projeto e seu destinatário.

2ª etapa: O professor lê textos informativos para seus alunos
Antes de ler, recupere as questões levantadas no cartaz e antecipe quais informações poderão ser encontradas com a leitura.
Apresente o texto e seu portador, compartilhe porque escolheu aquele material específico, compartilhe com eles como se faz uso de índices, localize onde está o titulo, o subtítulo e faça a leitura do material.
Durante a leitura, escolha alguns parágrafos para reler e comentar o significado de algumas expressões importantes.
Pode exemplificar alguns conceitos e voltar a ler algumas passagens que explicam certas expressões que ajudem a entender outras partes do texto.
Enfatize com o tom de voz, partes que julgue importantes para o entendimento das crianças. Trechos com informações já muito conhecidas ou excessivamente complexas não devem ser enfatizados, apenas lidos.
Após a leitura, abra um espaço de intercâmbio de ideias sobre o texto: peça que comentem o que compreenderam, relacionando as interpretações de uns e de outros, quando complementares. Diante de interpretações discrepantes ou contraditórias, retome a leitura, relendo partes que ajudem a esclarecer as questões levantadas pelas crianças.
Caso perceba que algum aspecto importante do texto não foi comentado, releia a parte, para possibilitar que elas tomem aquele aspecto como tema de discussão.
Registre as informações importantes para o estudo, a partir do que as crianças apontam como necessário – ajude-as nesta etapa, iluminando o que de fato é pertinente.
Compartilhe diferentes formas para tomar notas de estudo: quadros esquemáticos, sequência de itens sobre o tema, desenhos com legendas, tabelas, etc., escolhendo a mais adequada para o texto em questão.
Cada rodada de leitura e discussão acontece num dia de aula.
O ideal é que essa atividade ocorra regularmente a fim de que as crianças possam construir procedimentos de leitura para estudar.

3ª etapa: A sala assiste documentários informativos sobre o tema estudado.
Antes de começar o documentário, compartilhe com as crianças que tipo de informação elas encontrarão, distribui pranchetas para que façam anotações e faz pequenas pausas, depois de informações importantes, conversando (brevemente) com os alunos sobre o que foi visto e permitindo que eles registrem algo, caso queiram.
Após assistirem, as crianças compartilham seus registros (a professora deve perguntar o que cada um anotou) e a sala constrói um registro coletivo.

4ª etapa: o professor lê outro texto informativo para as crianças
Escolha outra fonte, uma boa sugestão são matérias de sites confiáveis, que respondam a alguma questão das crianças.
Antecipe o que poderão descobrir com a leitura e de que forma se articula com o texto lido anteriormente.
Para deixá-los curiosos, mostre as ilustrações e diga qual é a chamada de destaque.
Realize a leitura enfatizando com o tom de voz as partes de interesse.
Releia partes sempre que julgar importante para o entendimento.
Após a leitura, estimule que façam comentários sobre o que descobriram e avancem em suas hipóteses. Novamente, você
poderá registrar o que descobriram no cartaz.
*Esta etapa pode se repetir sempre que pertinente ao desenvolvimento do estudo.

5ª etapa: os alunos leem textos informativos
Disponibilize diferentes materiais sobre o tema e coloque no centro da roda.
Oriente-os a procurarem, em duplas, informações que contribuam para a pesquisa.
Compartilhe com o grupo que podem se apoiar nas imagens para realizar a busca.
Circule entre as crianças, fazendo
intervenções que ajudem nessa tarefa, por exemplo, “será que no índice temos pistas de onde encontrar?”, “Vocês observaram as imagens?”.
 Quando finalizarem, retorne à roda e socialize o que encontraram.
Leia para todos, problematizando se de fato há informações pertinentes.
O objetivo nesta atividade é que as crianças se interessem pelo material, possam olhá-lo de perto e participem da etapa de busca e seleção da informação.

6ª etapa (se possível): realizar uma pesquisa de campo
A pesquisa de campo permite que as crianças investiguem o tema de estudo por meio da observação e de entrevistas com especialista (caso haja algum disponível).
Dependendo do tema de estudo, podem visitar o zoológico, planetário, museus etc.
Esta aproximação é muito interessante, pois coloca as crianças no lugar de investigadoras em campo.
 Antes da visita, combine com elas o propósito da visita: o que irão observar e defina as formas de registro (gravação, fotografia, desenhos em pranchetas).
No retorno, com a sua ajuda, devem socializar os registros e sistematizar as descobertas para que possam fazer usos posteriores.

7ª etapa: Checar se já se sabe tudo que se queria saber
Confronte as perguntas levantadas e as descobertas realizadas.
 Retome aos cartazes para refletir quais dúvidas foram esclarecidas.
Caso haja perguntas fundamentais à pesquisa que não foram respondidas, é importante buscar em outras fontes de pesquisa.
É importante compartilhar com as crianças essa necessidade e perguntar a elas onde será que eles podem descobrir essas informações, se necessário, sugerindo algumas possibilidades (internet, e-mail a um especialista na área, biblioteca da cidade etc.).
Depois de decidido aonde buscar a informação que falta e encontrada a fonte, a professora age como na etapa 2, lendo para seus alunos o que foi encontrado e decidindo com eles o que anotar.

8ª etapa: Escrita coletiva de texto informativo
A partir da retomada das anotações coletivas, a turma planeja, junto com o professor, como podem escrever um texto sobre o que aprenderam ao longo do projeto (fazendo um esquema do que será escrito).
Feito isso, a classe dita ao professor o texto, verificando, ao longo de sua elaboração, se está de acordo com o planejamento que fizeram e revisando no final.

9ª etapa: Produção do produto final
• Caso seja um Encarte Informativo, proponha que as crianças escrevam pequenas notas para compor o encarte.
Podem produzir fichas do tipo “Você sabia?” a partir das anotações que fizeram nas duplas ou trios.
Para isso, o professor lê vários “Você sabia?” e pede que cada dupla ou trio se reúna e construa seu próprio texto.
Retome com as crianças que eles vão fazer parte do encarte informativo, incentivando-os a pensar em “Você sabia?” curiosos para interessar ainda mais os leitores.
 É importante que você circule pela sala, fazendo intervenções que ajudem as crianças a refletir e tomar decisões sobre sua tarefa.
Planeje uma etapa de edição do livro, onde selecionem as ilustrações realizadas pelas crianças e relacionadas aos textos do “Você sabia?”.
• Caso realizem uma exposição de ciências, planejem como irão apresentar as informações para que fiquem atrativas para os visitantes.
Optem por organizarem imagens dos portadores e ilustrações das crianças, que venham acompanhadas de legendas com informações.

6. Avaliação
Quando se propõe a pesquisa com crianças pequenas, tem-se em vista que elas desenvolvam os comportamentos leitores do pesquisador: ler, buscar, selecionar, registrar e socializar as aprendizagens.
Também, que ampliem seus conhecimentos sobre o tema de estudo.
Desta forma, não se espera que as crianças entendam tudo que foi lido ou que respondam a todas as perguntas levantadas, pelo contrário: que as perguntas e hipótese iniciais deem origem a muitas outras que serão sanadas com novas leituras.
Avalie se as crianças avançaram em suas hipóteses iniciais, se apropriaram de informações estudadas e se envolveram nas etapas do trabalho.

* Fonte: Projeto Entorno, PMSP, Fundação Victor Civita

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