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04 DE JULHO DE 2011
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PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

domingo, 11 de março de 2012

Projeto: Doutores do livro

  Com vocês, os doutores do livro!

Na mesa de operação, além de volumes que precisam de cuidados especiais, fita adesiva, cola, papel transparente, tesoura sem ponta, etiquetas e muita dedicação

O desenvolvimento do projeto

Após determinar os alunos que precisavam de uma atenção especial, em comum acordo com as demais professoras da escola, a vice-diretora convidou as crianças do primeiro ciclo do ensino fundamental para participar
 do projeto que vem ocorrendo durante o próprio horário escolar.

Dessa forma, duas vezes por semana, por cerca de meia hora, os alunos escolhidos saem da sala de aula e vão para a biblioteca, onde se deparam com materiais simples, devidamente condicionados em uma caixa de papelão disposta sobre a mesa, que fica ao lado de outra, no qual se encontram os livros que precisam de cuidados. O pequeno grupo, que mescla crianças de turmas diferentes e problemas variados, senta-se à mesa e, logo em seguida, embora na presença de um professor, mas sem imposição, cada um dos integrantes, escolhe um livro e começa a examiná-lo, antes de pegar o material necessário para o reparo.
Segundo a legislação brasileira, o livro é um bem móvel. Mas, por tradição, ele ainda não é visto como algo descartável. Embora seja necessário ensinar a preservá-lo, pois quando ele é manuseado de forma coletiva, principalmente por crianças, sua deterioração é quase que inevitável. Contudo, nenhuma escola pode cobrar dos pais a reposição de um exemplar danificado, pois sua aquisição anterior já foi feita pela mensalidade paga à instituição ou, no caso do ensino público, pelas prefeituras das cidades.

Em paralelo, devido à responsabilidade atribuída e à sensação de pertencimento e aceitação, eles também iniciam conversas pertinentes ao trabalho, mostram uns aos outros os estragos feitos nos exemplares e comentam o que irão fazer, enquanto se ajudam num processo de interação que culmina com a socialização, algo que, até então, não acontecia nas aulas normais, devido à agressividade, timidez excessiva, introspecção ou deficiência de aprendizado de cada um deles. Por fim, quando cada qual encapa um livro e coloca a etiqueta com maestria, em conjunto, eles demonstram tamanha empolgação que parece que estão ganhando um prêmio, quando, na verdade, estão dando o melhor de si para a biblioteca da escola.

Depois, passado o tempo dedicado aos volumes, cada um volta para sua respectiva sala de aula, onde ainda demonstram alegria por compartilhar tudo que foi feito junto aos demais coleguinhas. Nesse processo, houve uma orientação inicial quanto às formas de restauro básico dos livros (entre outras etapas, colocar fita adesiva nas lombadas rasgadas, desdobrar as "orelhas" que se formam indevidamente, verificar as páginas, apagar rabiscos indevidos, encapar com papel transparente e, por fim, etiquetar), mas com o desenvolvimento do projeto, cada criança, à sua maneira, descobriu suas próprias habilidades para reparar os exemplares, o que também não impediu a existência de um padrão de restauro para todos os livros da biblioteca - que ganharam uma aparência muito bem cuidada.


Problema

O resultado em termos de objetivo
Além do próprio restauro dos livros, que passaram a ser manuseados com mais carinho por todos os alunos da escola, graças ao contato e à interação (condições indispensáveis à associação humana), vem ocorrendo uma troca saudável entre as crianças que estão participando dos encontros na biblioteca. Por conseguinte, é visível a modificação de comportamento de cada uma delas.

De um modo geral, todas passaram a ser mais receptivas e participativas. Em virtude da comunicação que se estabeleceu, primeiramente entre elas, ao mesmo tempo em que recuperam a própria estima, deixaram de ser relapsas e começaram a apresentar mais prontidão para o aprendizado em sala de sala.

Também foi despertado um maior interesse geral pelos livros. De início, porque eles foram recuperados pelos coleguinhas, que não medem esforços em propagar seu trabalho nem deixam de dar conselhos sobre como manuseá-los; depois, devido à boa apresentação, as demais crianças ficaram incitadas em lê-los, o que implica, diretamente, em adquirir mais conhecimentos com prazer.



Materiais necessários para um projeto semelhante:
Fitas adesivas com suporte.

Bastões de cola branca.
Papéis transparentes, de preferência autocolantes e quadriculados no verso.
Tesouras sem ponta.
Réguas.
Lápis (para marcar o que for preciso).
Borrachas macias.
Etiquetas autocolantes.
2 caixas de papelão (para guardar os materiais e os livros danificados).
Livros e revistas deteriorados pelo uso.
Mesa e cadeiras (para a criançada executar o trabalho


Diante do dano causado a um volume, algumas escolas coagem os pais a repô-lo. Sem condições financeiras de fazê-lo, eles se sentem constrangidos e, ao serem cobrados pela escola, pedem para que os professores não emprestem mais livros aos filhos. Por conseguinte, a criança que já não vê os pais lendo e nem tem livros em casa, fica com medo de pedir emprestado, manusear e estragar. Isso gera um segundo problema que se refletirá no futuro da criança: por sofrer um "boicote" do prazer da leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental, forçosamente, se desinteressará por livros e, por conseguinte, deixará de adquirir os conhecimentos necessários à sua vida adulta.



1. Sobre a mesa, estenda o papel autocolante transparente com a parte quadriculada virada para cima. Posicione o livro aberto sobre ele. Com o lápis, marque o tamanho dele e, depois, uma margem de, pelo menos, 4 cm em todas as laterais. Em seguida, recorte o papel autocolante de acordo com as margens da segunda marcação

2. Feito isso, posicione o livro aberto com as capas voltadas para cima e, então, levante uma pequena aba do papel autocolante e o sobreponha a um dos cantos do livro, respeitando as margens. Aos poucos, retire a película quadriculada do restante do papel e, então, revista uma das capas do livro em sua totalidade.
3. Para não deixar bolhas de ar sobre a mesma, use uma espátula ou régua para alisar o papel autocolante. Depois, repita todo o procedimento para revestir a lombada e a outra capa do livro.

4. Quando as duas capas já estiverem revestidas, recorte o papel autocolante que está sobre a borda da lombada, em forma de triângulo (com pouco mais de 45º).

5. Logo após, vire as margens recortadas sobre a parte interna do livro e as cole com cuidado. Depois, recorte o excesso de papel que ficou sobre a borda da lombada, rente a ela. Prosseguindo, repita todo o procedimento para encapar a outra parte.


6. Para finalizar, fixe a etiqueta indicativa de restauro sobre a capa do livro - sem esquecer de preenchê-la!



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