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04 DE JULHO DE 2011
Um blog aliado às pesquisas de professores, pois existem muitas possibilidades lúdicas pela net,
além de inúmeros endereços pedagógicos incríveis.
Aqui vocês terão as postagens originais, ou partes delas,
adicionados às demais informações necessárias, com os devidos créditos atribuídos.
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PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Projeto Pequena Enciclopédia

Temas transversais: Pluralidade cultural e educação ambiental
Tempo de Duração: 4 meses
Fontes de informação: Enciclopédias, revistas, jornais, livros, Internet, gravuras, fotografias, vídeos e visitas (institutos, parques, reservas, zoológicos, museus etc.)
Colaboradores: Especialistas no assunto (criadores, agricultores, professores universitários, cientistas, historiadores, geógrafos, artistas etc.) e pessoas da comunidade

JUSTIFICATIVA
Neste projeto, os alunos trabalharão com diferentes tipos de texto, imagens e outras fontes de pesquisa para a obtenção de informações sobre algum tema que tenha sido eleito junto à classe, a partir de uma proposta feita pela professora.
O projeto Pequena Enciclopédia não se limita ao propósito de ampliar e aprofundar os conhecimentos sobre um determinado tema, seja ele da área de Ciências, de História e Geografia ou de Artes. Vai além disso, pois possibilita que os alunos produzam textos enciclopédicos para destinatários reais com o objetivo de informar, de fazer com que outras pessoas também aprendam sobre um determinado assunto e que se interessem por ele. Os estudos feitos pela classe poderão estar a serviço da realização de diferentes empreendimentos, tais como: exposição de fotografias e confecção de folhetos com informações sobre o assunto estudado – tema da exposição, realização de seminários, promoção de debates com a comunidade sobre algum assunto de interesse comum, confecção de um livro com textos expositivos sobre o assunto estudado etc.
Trata-se de um projeto de longa duração – de três ou quatro meses, que favorece o desenvolvimento de três habilidades básicas: LER, FALAR E ESCREVER, pois permite a realização de atividades em que os alunos precisarão ler para se informar, para comparar assuntos semelhantes em diferentes fontes, selecionar informações relevantes, escrever para registrar o que aprenderam, organizar as perguntas de uma entrevista, resumir estudos e conversas com especialistas, produzir textos de referência e imagens relativas a textos enciclopédicos, comunicar oralmente o que aprenderam etc.
Ao ser incorporada como atividade habitual, realizada em função de propósitos bem definidos e objetivos claros durante o desenvolvimento do projeto Pequena Enciclopédia, a LEITURA de textos considerados “difíceis” – textos dirigidos ao público em geral - fará com que os alunos, por meio da mediação do professor, desenvolvam uma autonomia crescente. Essa autonomia se dará tanto na busca e eleição de textos que resolvam um problema da classe ou do grupo, como na construção de sentido dos textos que forem lidos individualmente.
Sobre as atividades que envolvem a FALA e a ESCRITA, pode-se dizer o mesmo já exposto sobre a LEITURA. As atividades de comunicação oral relacionadas ao que foi aprendido e as relativas à escrita também passarão a fazer parte do cotidiano da classe. A regularidade e a intencionalidade com que essas atividades estarão sendo desenvolvidas poderão contribuir para ajudar os alunos a obterem um bom desempenho em seus estudos, tanto no período da escolaridade obrigatória como fora dele. Sem dúvida nenhuma, uma das responsabilidades da escola.
Tradicionalmente, a partir do terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, intensifica-se a exigência da leitura, da comunicação oral e da escrita como instrumentos importantes para a apren¬dizagem de conteúdos de outras áreas. Pede-se aos alunos que façam resumos, exige-se a apresentação de relatórios, de seminários etc., habilidades ligadas diretamente à avaliação, pois participam de maneira decisiva no sucesso ou fracasso escolar dos alunos. Cada vez mais, portanto, confirma-se a necessidade de incorporar à aula, desde as primeiras séries, os usos “acadêmicos” da leitura, da fala e da escrita. Isso poderá fazer com que os alunos tenham mais oportunidades para utilizar ferramentas que lhes permitam à aprendizagem de vários conteúdos, contribuindo positivamente para seu êxito escolar no presente e no futuro.
O que se propõe aqui é que, em função das necessidades reais de trabalho dos alunos durante o projeto, sejam democratizadas as aprendizagens básicas, tão imprescindíveis à construção de uma autonomia crescente no seu desenvolvimento como estudante.

APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
PRÁTICA DE LEITURA
Reconhecer as imagens, gráficos e esquemas que, geralmente, acompanham esse tipo de texto, como fonte de informação.
Reconhecer algumas convenções típicas do gênero (léxico vinculado aos temas tratados, conectivos próprios do texto expositivo).
Selecionar, organizar e registrar informações provenientes de diferentes fontes, pesquisadas na biblioteca da classe, da escola ou do bairro para cumprir diversos propósitos leitores (livros, enciclopédias, revistas, depoimentos, pesquisa de campo etc.).
Ao ler, selecionar informações relevantes, utilizando procedimentos de escrita como tomar nota da informação que interessa conservar, grifar, resumir etc.
Antecipar o conteúdo dos textos a partir do título, subtítulo, imagens, capa, contracapa e índice.
Ajustar a modalidade de leitura ao propósito e ao tipo de texto (usando os índices dos livros para localizar informações; ler rapidamente títulos e subtítulos até encontrar o que se busca; ler minuciosamente o texto, até que sejam encontradas as informações necessárias etc.).
Buscar pistas nos textos para verificar antecipações.
Coordenar informações proporcionadas pelo texto com aquelas provenientes das imagens.
Estabelecer relações entre diversos textos acerca de um mesmo tema.
Distinguir o que se entende e o que não se entende no texto que está sendo lido.
Utilizar recursos para superar dificuldades de compreensão durante a leitura (pedir ajuda aos colegas ou ao professor, reler o trecho que provoca dificuldades, continuar a leitura com a intenção de que o mesmo texto permita resolver as dúvidas ou consultar novos materiais para esclarecê-las).
Procurar compreender o significado de uma palavra desconhecida no texto a partir do contexto, do estabelecimento de relações com outros textos lidos e da busca no dicionário (principalmente, nos casos em que o significado exato da palavra é fundamental).

PRÁTICA DE ESCRITA
Produzir textos expositivos, considerando algumas de suas características principais (utilizar termos científicos, não manifestar opinião, evitar o uso de pronomes pessoais, utilizar marcadores temporais e causais etc.).
Analisar e refletir, com ajuda do professor e dos colegas, acerca de recursos lingüísticos utilizados na resolução de problemas colocados pelas diversas situações de produção dos textos, compartilhando descobertas sobre regularidades que regem a língua, sistematizando conhe¬cimentos relativos a aspectos discursivos, gramaticais e ortográficos.
Ao escrever, organizar, em blocos de assunto, as informações selecionadas para a produção do texto.
Ao escrever, utilizar títulos, subtítulos, imagens e legendas (quando necessário) – recursos próprios dos textos expositivos.
Colaborar, em situações de produção coletiva de textos, acompanhando seu desenvolvimento, dando idéias acerca do que deve ser escrito, suprimido, modificado etc.
Colaborar em situações de produção de textos em duplas ou em pequenos grupos, atendo-se à sua função (que pode ser a de produtor, revisor ou escriba).
Utilizar procedimentos e recursos próprios da produção de textos quando a tarefa for realizada individualmente (planejar o que vai escrever, estabelecendo os aspectos fundamentais e sua ordem provável; utilizar informações provenientes de fontes diversas; fazer rascunhos; revisar seu próprio texto simultaneamente à produção; discutir com outros leitores aspectos problemáticos do texto; reler o que se está escrevendo etc.).
Transcrever, textualmente, o que disse o entrevistado (entrevistas gravadas): separar em turnos de falas; selecionar as partes importantes para compor os seus registros e resolver problemas colocados pela passagem da oralidade à escrita.
Preservar o propósito comunicativo que se persegue ao longo da produção (progressão temática do texto, seu grau de comunicação, precisão da informação).
Revisar o texto com a intenção de evitar repetições desnecessárias (por meio de substituição pronominal ou lexical, uso de vírgulas, supressão do sujeito etc.); evitar ambigüidades; relacionar informações; articular partes do texto (por meio de conectivos e pontuação); garantir concordância verbal e nominal; apresentar o texto cuidando de sua legibilidade.
Revisar o texto do ponto de vista ortográfico, considerando as regularidades aprendidas e a ortografia convencional de palavras de uso freqüente, uso de maiúscula ou minúscula a partir da distinção entre nomes próprios e comuns e no início de orações.
Utilizar sinais de pontuação com a intenção de garantir a coesão textual.

COMUNICAÇÃO ORAL
Formular perguntas a partir das informações contidas nos textos lidos.
Saber falar sobre o assunto estudado, considerando o propósito da comunicação e o público.
Realizar a exposição, utilizando recursos de apoio à fala, como: roteiros, cartazes, pequenas anotações que sirvam de lembrete, transparências, imagens, objetos.
Realizar entrevistas com especialistas ou pessoas da comunidade, sabendo adequar o discurso, bem como se envolver numa situação de interlocução, mantendo o propósito de obter as informações necessárias.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
SOBRE QUE ASSUNTO SERÁ A PEQUENA ENCICLOPÉDIA?
O desenvolvimento do Projeto Pequena Enciclopédia exige do professor a tomada de uma série de decisões ainda numa etapa anterior à realização de atividades com os alunos. Uma delas é a escolha do tema que será proposto. Que assunto as crianças irão estudar?
Seja ele qual for, algumas considerações são importantes durante a escolha do tema:
Ser instigante e curioso para alunos e professor;
Ser conhecido pelas crianças, pois muitas conclusões são construídas a partir das informações prévias que já possuem;
Possibilitar muitas fontes de pesquisa e de fácil acesso às crianças (especialmente, informações
escritas), mesmo que seja um único livro. É fundamental pensar no acervo que existe na Casa do Professor.
científicos), textos raramente incorporados às aulas nas séries iniciais do ensino fundamental.
Escolhido o tema, dependendo de sua especificidade, o professor deve reunir uma boa quantidade de material existente sobre o assunto e pesquisar sobre ele. Essa etapa é de fundamental importância para o desenvolvimento do trabalho, pois, a partir do aprofundamento que o professor fará sobre o assunto, será possível desenvolver o domínio pessoal de métodos de pesquisa (levantamento de hipóteses, coleta e análise de dados e documentos) e de procedimentos de leitura dos vários tipos de fontes existentes (escritas, audiovisuais etc.), competências essenciais ao desencadeamento do ensino dos conteúdos das áreas de Ciências, História e Geografia ou Artes.
Feita a pesquisa, o professor poderá eleger os conteúdos específicos da área escolhida que serão trabalhados com os alunos e selecionar as fontes básicas de informação do projeto, como livros enciclopédias, vídeos, CD-Rom, jornais, revistas etc. e os textos expositivos destinados às crianças. O critério de seleção desses textos não é apenas o tamanho (como erroneamente se pensa), mas seu valor estético, funcional e científico. Ao selecioná-los, o professor deve tomar decisões considerando o contexto em que a atividade será realizada. Para os alunos do segundo ciclo, os textos expositivos considerados “difíceis” (destinados ao público em geral) devem fazer parte do cotidiano da classe em atividades de leitura feita pelo professor, por pequenos grupos ou individualmente, mas, ainda assim, é preciso ter como critérios a adequação do conteúdo à faixa etária, levando-se em conta a possibilidade de os alunos compreenderem o assunto tratado. Já nas atividades de escrita realizadas pelos próprios alunos em pequenos grupos ou individualmente, optar pela produção de textos expositivos para a confecção de uma pequena enciclopédia ou para folhetos sobre o assunto estudado irá favorecer a realização de uma série de tarefas com um tipo de discurso que apresenta as restrições dos textos científicos (geralmente, escritos em 3ª pessoa, com verbos conjugados no indicativo, que evitam a utilização de expressões subjetivas e que exigem a utilização de termos técnicos e

COMPARTILHANDO O OBJETIVO DO PROJETO
Após a escolha do tema e a eleição dos conteúdos de aprendizagem dos alunos (da área correspondente) e do texto que será produzido, é chegada a hora de compartilhar o objetivo do projeto e propor aos alunos a sua realização. É nessa etapa que se discutem os propósitos do trabalho e as possibilidades de produtos finais para destinatários reais (que permitam, preferencialmente, criar laços com a comunidade).

LEITURA E PESQUISA: O QUE JÁ SABEMOS E O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE O ASSUNTO
Ao convidar os alunos para produzir algum tipo de material que tenha como função informar outras pessoas, o professor também estará propondo o estudo sobre determinado assunto, seja da área de Ciências, História e Geografia ou Artes. Afinal, o que mostrar sobre o tema escolhido? Quais são as informações mais relevantes e como serão organizadas para a confecção do produto final? O que já sabemos sobre o assunto e o que ainda precisamos saber para informar outras pessoas?
Para ampliar os conhecimentos sobre o tema escolhido, o professor deverá planejar situações de pesquisa orientada em fontes diversas, tais como livros, revistas, enciclopédias, Internet, textos jornalísticos, documentários. Além disso, poderá ajudar os alunos na elaboração de entrevistas com especialistas e pessoas da comunidade. Durante a realização das atividades de pesquisa, os alunos irão aprendendo a coletar, selecionar, organizar e, finalmente, socializar as informações. A leitura de textos expositivos será uma atividade constante durante todo o desenvolvimento do projeto, pois estará a serviço de diversos propósitos: ler para aprender mais sobre o assunto, ler para se apropriar das características e da linguagem própria desse tipo de texto e para reconhecer a função informativa da linguagem, ler para buscar informações rápidas e selecionar fontes de pesquisa etc. Portanto, permitirá aos alunos do segundo ciclo o desenvolvimento de estratégias de leitura e a construção de sentido dos textos lidos individualmente, pelos colegas ou professor.
Em alguns momentos, a leitura dos textos é realizada pelo professor para toda a classe; já em outros, poderá ser feita por pequenos grupos ou individualmente, seguida de exposição oral para troca de informações ou comparações entre conteúdos de textos retirados de diferentes fontes. Uma dessas ocasiões pode ser quando, por exemplo, os alunos estiverem decidindo em quais das fontes coletadas nas primeiras pesquisas da classe será possível encontrar um texto que fale sobre um aspecto do tema estudado. Esse problema proposto pelo professor, em função de uma das etapas do trabalho, transforma-se também numa boa oportunidade para fazer com que os alunos, individualmente, em duplas ou em pequenos grupos pensem sobre as características das diferentes fontes de texto e sobre a organização interna dos textos expositivos (já que, nesse caso, terão de explorá-lo superficialmente para verificar se existe a informação desejada). Também ajudará os alunos a desenvolverem, gradativamente, estratégias de leitura cada vez mais eficientes para a realização de tarefas desse tipo. Assim como essa, várias outras situações de leitura poderão ser criadas durante todas as etapas do projeto como procurar determinado assunto, consultando índices de livros e enciclopédia; antecipar e decidir em que parte do texto pode-se encontrar uma informação por meio de subtítulos; antecipar o conteúdo de um texto a partir da leitura do título, imagens, gráficos, esquemas; recorrer aos painéis com os registros da classe sobre um tema para procurar uma informação etc.
É importante lembrar que as estratégias de leitura utilizadas nessas tarefas, como a antecipação, inferência e verificação de hipóteses do que pode estar escrito, a partir do conhecimento que estarão adquirindo sobre o assunto, serão ampliadas e passarão a ser utilizadas com maior eficácia e autonomia quando realizadas regularmente. Também devem ser alternadas com situações em que o professor lê em voz alta para os alunos e realiza intervenções que favoreçam o acesso a textos mais complexos. Neste último caso, o papel do professor é fundamental, pois ao contrário do que parece, ler um texto para os alunos faz com que estratégias tão sofisticadas quanto às citadas anteriormente também estejam sendo utilizadas pelas crianças, ampliando seu repertório de palavras e contribuindo para a construção de sua autonomia na compreensão de textos, já que, tradicionalmente, textos expositivos não fazem parte do universo escolar. A familiaridade que passarão a ter, gradativamente, com a estrutura, organização interna e linguagem dos textos expositivos é outro benefício apontado.

COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA: SOCIALIZANDO E SISTEMATIZANDO O QUE ESTAMOS APRENDENDO SOBRE O ASSUNTO
À medida que as pesquisas estão sendo realizadas pela classe, o professor precisa criar situações em que os alunos possam socializar e sistematizar o que estão aprendendo. Durante todo o desenvolvimento do projeto, a seleção e organização do material coletado são tarefas fundamentais para a confecção do produto final.
No segundo ciclo, essas atividades ora são mediadas pelo professor, ora realizadas em grupos menores, duplas ou individualmente, e favorecem o desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação oral e escrita.
Os alunos estarão a todo tempo manifestando suas opiniões e tomando decisões acerca dos locais onde podem ser encontrados os textos que necessitam, de quais textos servem para esse ou aquele objetivo, discutindo também sobre o conteúdo dos textos lidos pelo professor e conversando sobre as melhores formas de organizar o material. Essas e outras situações de comunicação oral também estarão a serviço das diferentes etapas do projeto e é importante que sejam propostas a partir de objetivos claros. Falar numa roda de conversa, no início da aula, é diferente de discutir com um colega sobre as fontes de pesquisa em que é possível encontrar mais detalhes sobre o assunto que está sendo estudado; da mesma forma, tecer comentários sobre um texto que foi lido pelo professor é diferente de falar para a classe o que se entendeu sobre as imagens realizadas por um pequeno grupo.
O professor deve propor várias situações, tendo clareza de sua intencionalidade, atento aos avanços dos alunos e ao desenvolvimento dessas habilidades relacionadas à comunicação oral para elaborar pro¬postas cada vez mais desafiadoras. Com os alunos de 3ª e 4ª séries, além dos comentários, das manifestações de experiências, das discussões para tomada de decisões, habilidades mais sofisticadas como a argumentação, a explicação e a exposição deverão ser realizadas com mais autonomia e, portanto, devem estar presentes em vários momentos.
Quando o professor propõe aos alunos, lá no início do projeto, por exemplo, a realização de um seminário sobre o tema que será estudado, o planejamento das seqüências de atividades de comunicação oral implica que os alunos resolvam problemas como: pensar em como conseguir a atenção do público; falar a partir de um roteiro; decidir quais as informações que são relevantes, considerando o grau de conhecimento do público sobre o tema etc.
Porém, etapas intermediárias como a da pesquisa com especialistas e pessoas da comunidade também poderão levar o professor a planejar atividades de comunicação oral, visando a qualidade das situações de entrevista. O professor deverá criar situações que envolvam a discussão sobre quais informações ainda não foram encontradas em fontes impressas, de modo a serem enumeradas e transformadas em roteiros para a elaboração das entrevistas. A partir desses dados, várias decisões devem ser tomadas coletivamente ou por grupos que estarão responsáveis pelas tarefas: quais serão os entrevistados, que perguntas devem ser feitas a eles, qual é a melhor forma de perguntar para conseguir as respostas desejadas etc.
Aprender a fazer perguntas, a ouvir as respostas e a fazer novas perguntas a partir das respostas dadas pelo entrevistado passarão a ser, então, os conteúdos de ensino da comunicação oral. Exigirão o mesmo tratamento dado aos conteúdos de linguagem escrita e deverão também ser ensinados a partir do planejamento de seqüências de atividades ao longo do desenvolvimento do projeto.
Já nas primeiras etapas do projeto, o registro das pesquisas realizadas pela classe poderá ser feito em painéis ou murais com a participação de todos os alunos e, gradativamente, em seus próprios cadernos. Nesse caso, os alunos poderão também anotar informações socializadas (compartilhadas), nomes de livros já pesquisados, dados que ainda precisam ser encontrados etc. Aos poucos, o professor deverá ceder lugar para os alunos, ou seja, dar a eles a tarefa da produção de cartazes, de modo que também tenham que pensar em elaborar um material de qualidade, com tamanho adequado de letra, organização das informações, ilustrações etc. Desde as séries iniciais, esses procedimentos que se servem da escrita como ferramenta devem ser ensinados para que os alunos aprendam, por exemplo, a organizar informações provenientes de diferentes fontes, a realizar anotações feitas a partir de uma exposição oral e a utilizar esses registros em situações futuras a serviço da produção dos textos expositivos para uma pequena enciclopédia ou folheto sobre o assunto estudado.
Não podemos nos esquecer de que, quanto mais “cara” de aluno esses registros tiverem, melhor. O que queremos dizer com isso? Que devemos pensar sobre o que pode ser mantido a partir do texto original e o que deve ser modificado, de forma a se tornar mais familiar aos alunos, mais próximo do modo como eles usam a língua para dizer/explicar algo. Dizemos isso para que os registros não sejam apenas cópias ou colagens de trechos tirados daqui e dali. Faz-se necessário que os alunos compreendam o material com o qual trabalham e, para isso, devemos fazer todos os esforços: lançar mão de dicionário, pedir que encontrem outras formas para explicar certas idéias, prever o que pode ser copiado (no caso dos animais, por exemplo, classe, habitat, origem e outros que, em geral, compõem fichas técnicas) e o que pede reformulação.
É importante que o professor também promova situações em que esses e outros tipos de registro possam contribuir para o desenvolvimento de estratégias de produção dos textos expositivos.
Nesse sentido, pode ser criado, por exemplo, um banco de dados com informações catalogadas, dentre as quais podemos citar: dados numéricos, informações sobre pessoas, acontecimentos, nomes científicos de animais estudados etc., que estarão a serviço dos alunos quando necessitarem de uma informação rápida e precisa durante a produção de seus textos. Essas e outras atividades podem ser permanentes e realizadas autonomamente pelos alunos.
Para a produção final desses textos é importante destacar a necessidade de planejar atividades ao longo de todo o trabalho que garantam a proximidade do conteúdo a ser tratado. Incluem-se, aqui, a análise da linguagem utilizada e das expressões comuns em textos expositivos e a observação de como são organizadas as informações. Essas ações se complementam no cruzamento com atividades planejadas para desenvolver estratégias de leitura e com as habilidades relacionadas à comunicação oral; é como se uma dependesse da outra.
Dessa forma, ao lerem vários textos, ao discutirem em roda sobre seu conteúdo, ao participarem de atividades de pesquisa, os alunos do segundo ciclo estarão ampliando seus conhecimentos sobre os temas abordados nessas leituras, que, tradicionalmente, não freqüentam o cotidiano da sala de aula. Portanto, estarão sendo desenvolvidas, com a ajuda do professor, competências importantes relacionadas ao processo de produção de texto. A regularidade e a intencionalidade com que devem ser propostas atividades de produção de textos expositivos durante as diferentes etapas do trabalho, assim como a prática da leitura e de atividades de comunicação oral, poderão fazer com que os alunos do segundo ciclo enfrentem desafios e aprimorem cada vez mais a utilização eficiente de estratégias de escrita, necessárias durante todo o período da escolaridade obrigatória e fora dele. Os alunos deverão aprender a produzir textos expositivos, produzindo textos expositivos.
É importante observar a distinção entre produzir textos e produzir textos por escrito, pois, em algumas situações, os alunos de 3ª e 4ª séries continuarão produzindo alguns textos oralmente, coletivamente ou em pequenos grupos. O que, aparentemente, será uma tarefa centralizada no professor, na verdade, exigirá a participação dos alunos durante todo o processo. Produzir um texto oral para ser escrito depois não dispensará os alunos de pensarem nas informações e organizarem os dados pesquisados e anotados. Também deverão elaborar, coletivamente, roteiros que guiem a produção, produzir o texto oralmente (utilizando as características da linguagem) e revisar o que foi produzido. Essas atividades darão ao professor a oportunidade de realizar intervenções durante o processo, difíceis de serem realizadas em situações em que os alunos produzem individualmente, escrevendo de próprio punho.
Desde o início do trabalho, o professor precisa estar atento à questão dos registros escritos. É possível criar situações em que se discuta com os alunos a melhor forma de organizar suas diferentes anotações: feitas na etapa de pesquisa, lista das informações coletadas e produções de textos expositivos que serão publicados etc. No segundo ciclo, podem ser utilizados painéis na sala de aula ou os próprios cadernos dos alunos. A organização desses registros é importante, pois além de garantir a socialização, ou seja, todos os alunos tendo acesso a todas as informações, é uma maneira eficiente de sistematizar os conhecimentos aprendidos durante todo o projeto e torna possível a utilização dos escritos como instrumentos de avaliação permanente dos avanços do grupo.
A organização dos registros e dos textos produzidos favorece a comparação das produções realizadas durante o trabalho e sua utilização como referência para o ajuste no planejamento de atividades subseqüentes (no caso do professor) e, no caso dos alunos, o ajuste na utilização de estratégias mais eficientes de produção em situações futuras.
Um dos procedimentos que também faz parte do processo de produção de texto e que será favorecido pelo cuidado com a organização dos registros é a revisão. Editores, jornalistas, escritores, estudantes revisam seus escritos antes de publicá-los; com os alunos até 4ª série, isso não deve ser diferente. Ao contrário do que normalmente se faz, desde a produção dos primeiros textos, ou seja, durante todas as etapas do projeto, deverão ser planejadas situações em que os alunos tenham a oportunidade de revisar seus escritos, possibilitando transformações relacionadas à qualidade do texto (linguagem utilizada e organização das idéias) e à eficácia da função informativa, considerando os futuros leitores.
Com os alunos de 3ª e 4ª séries podem ser planejadas diferentes tipos de revisão: o aluno (autor do texto) revisa sua produção; o professor devolve as produções dos alunos, tendo assinalado algum problema que observou para que seja revisado; a classe revisa sua produção coletiva com a colaboração imediata do professor; ou revisão de textos produzidos por diferentes grupos de alunos em que haverá troca de opiniões e apreciação de todos.
É importante destacar que, qualquer que seja o tipo de revisão proposto aos alunos, esse deve ser planejado também com intencionalidade e num crescente de complexidade (ora o professor aponta os problemas que o texto apresenta e pede soluções aos grupos, ora apenas lê o texto e solicita que identifiquem os aspectos que devem ser modificados). Afinal, trata-se de uma situação de aprendizagem e, conseqüentemente, também de uma boa oportunidade para avaliar o desempenho dos alunos e as estratégias de ensino utilizadas pelo professor. Deve, portanto, ser tão valorizada quanto às outras atividades relacionadas ao processo de produção dos textos expositivos deste projeto.
Dessa forma, a avaliação e a reflexão constantes sobre o que os alunos estão aprendendo ou sobre a estrutura e linguagem utilizadas nos textos poderão ser feitas a partir dos registros dos alunos, como as produções de texto que vão sendo realizadas durante todo o trabalho ou comentários realizados após a leitura, e no estabelecimento de relações entre outros materiais lidos. Quanto às habilidades relacionadas à utilização de estratégias de leitura cada vez mais eficientes e à comunicação oral, será possível utilizar também registros diários, feitos pelo professor, durante a realização de determinadas atividades ao longo do projeto.
É importante destacar que a documentação do trabalho, seja feita pelo professor (registros diários) ou pelo aluno (produções realizadas durante o projeto), é de fundamental importância para a avaliação e reflexão sobre os processos de ensino e de aprendizagem e, conseqüentemente, para que sejam feitas as correções na direção do trabalho.

FINALIZANDO O PROJETO: LEITURA E PRODUÇÃO DE IMAGENS – ASPECTOS GRÁFICOS E EDIÇÃO FINAL
A finalização do projeto nos remete ao produto final e a uma série de outras atividades como: a elaboração do boneco - aspectos gráficos e edição final, produção de imagens (no caso de material impresso como enciclopédia, cartões-postais, folhetos, textos e fotografias para uma exposição), gravação dos textos produzidos (no caso de vinhetas para rádio ou carro de som para uma campanha) e preparação de situações de comunicação oral (no caso de seminários, debates com a comunidade etc.).
Porém, pode-se pensar que todas essas ações só devem ser iniciadas depois de todo o estudo já ter sido realizado pelos alunos. Muito pelo contrário! A partir do momento em que o professor estiver compartilhando com os alunos o objetivo do projeto, no início do processo de trabalho, já será possível definir o produto final e, portanto, muitas das questões relacionadas à sua confecção caminham, paralelamente, às atividades relacionadas à leitura, comunicação oral e escrita.
Um exemplo do exposto acima é a realização de atividades de leitura e de produção de imagens. Para se produzir imagens relacionadas ao contexto escrito é necessário que os alunos tenham oportunidade de observar o trabalho de diversos ilustradores de livros, de analisar como e quais imagens compõem as páginas de diferentes enciclopédias, de entrar em contato com fotografias de exposições sobre temas variados etc., fazendo com que estabeleçam relação entre essas imagens e o contexto em que estão inseridas. Muitas vezes, por não fazermos isso, reduzimos as possibilidades de nossos alunos. Assim, se estiverem produzindo desenhos para uma enciclopédia de animais, em vez de destacarem partes do corpo do bicho ou fazerem uma cena que ilustre uma curiosidade do texto, terão apenas a idéia de desenhá-lo inteiro e de frente.
Essas atividades devem ser realizadas durante todas as etapas do projeto e alguns encaminhamentos simples podem auxiliar bastante nos avanços das habilidades de leitura e produção das crianças. Entre eles, estão: colocar em painéis, além das informações que estão sendo coletadas sobre o assunto estudado, textos lidos em voz alta pelo professor, cópias xerografadas de algumas boas ilustrações, criar um banco de imagens para pesquisas (não para serem copiadas pelos alunos, mas, sim, para serem lidas e interpretadas, favorecendo a ampliação de modelos de diferentes formas de relacionar texto e imagem). Uma outra sugestão pode ser a utilização de um caderno de desenho como atividade permanente, em que os alunos poderão fazer desenhos livres, outros com intervenções planejadas pelo professor e ainda outros com temas definidos previamente. Também é interessante que os alunos possam explorar diferentes materiais (lápis, hidrocor, giz de cera, aquarelas, canetas, carvão etc.) para que possam familiarizar-se com eles e ampliar suas possibilidades de expressão plástica.
Ainda sobre a produção de imagens, já nas últimas etapas do projeto, o professor deverá promover discussões sobre quais imagens produzidas durante o processo de trabalho (desenhos de observação direta ou indireta, fotografias feitas durante os passeios e/ou visitas a locais relacionados ao assunto estudado) deverão ser selecionadas para publicação ou exposição, fazendo com que todos os alunos participem das escolhas sob sua orientação a partir de critérios estabelecidos pelo grupo.
As outras atividades relacionadas ao produto final, já citadas anteriormente (gravações, preparação de situações de comunicação oral), também deverão seguir esse mesmo princípio. Portanto, o professor deverá estar atento a elas, garantindo sua inclusão no planejamento das seqüências didáticas do projeto.
É importante ter clareza sobre o que representa o produto final no desenvolvimento desse ou de qualquer outro projeto didático, pois nele deve ser possível enxergar o reflexo do processo de trabalho e, por isso, também pode ser considerado um dos instrumentos de avaliação do ensino e das aprendizagens dos alunos.
Ao final do projeto, ao olhar para o resultado do trabalho (textos produzidos para uma enciclopédia, cartões-postais ou folhetos já revisados, imagens que compõem as páginas de um livro ou de uma exposição, o desempenho dos alunos em seminários ou debates), o professor poderá realizar uma avaliação final e identificar os resultados. E, ao voltar para os primeiros registros, sejam eles os dos painéis da sala, dos cadernos ou dos registros diários do professor, e analisá-los frente às últimas produções, será possível reconhecer as marcas deixadas por várias etapas planejadas e identificar os avanços nas aprendizagens dos alunos. Portanto, poderá ser feita uma avaliação dos conteúdos ensinados e aprendidos, que fornecerá dados importantes para o planejamento de ações futuras, contribuindo, inclusive, para a elaboração de um próximo projeto.

SUGESTÕES DE PRODUTO FINAL
Uma pequena enciclopédia sobre o tema escolhido para ser entregue em outras escolas;
Exposição na comunidade de telas com pinturas ou fotografias e catálogo com textos expositivos sobre o tema;
Debates com a comunidade;
Seminários sobre o tema;
Campanha (produção de diferentes peças: cartazes, folhetos, vinhetas para rádio ou carro de som);
Jogos (super trunfo etc);
Vídeo (minuto do bicho, “pé de que” etc).
ATIVIDADES PERMANENTES
Montar uma biblioteca num canto da sala: permitir a exploração dos livros pelas crianças e o empréstimo desse material para a leitura em casa.
Montar um mural: para a fixação de sugestões de leituras feitas pelas crianças.
Promover rodas de conversa diárias: em que as crianças possam falar de suas novas descobertas e socializar conhecimentos.
Ter um caderno: para copiar os textos que foram produzidos coletivamente e ditados ao professor; escrever adivinhações criadas ou coletadas pela classe, relacionadas ao tema que está sendo estudado; e registrar anotações sobre as pesquisas que vão sendo realizadas.
Vaivém de um gravador: combinar que, uma vez na semana, alguém levará o gravador para coletar informações sobre o tema com familiares.
Apresentar pequenos seminários (para a própria classe ou outra turma) sobre os temas pesquisados.
Produzir imagens (desenhos, fotografias, pinturas, colagens etc.) para a confecção de um mural na sala.
Colecionar imagens e legendas (que apresentem diferentes formas de relacionar texto e imagem) associadas ou não ao tema estudado para servirem de referência em futuras produções.
Fazer leitura diária (professor) de diversos tipos de textos referentes ao tema.

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
Animais
QUEIROZ, Luiz Roberto de Souza. 100 Animais Brasileiros. São Paulo: Moderna, 1999.
SOARES, Pedro Maria. ABC do zôo. São Paulo: Cia das Letrinhas, 1993.
IHERING, Rudolph Von. Dicionário dos animais do Brasil. São Paulo: Difel, 2002.
SBPC. Ciência Hoje na Escola vol 2: Bichos. São Paulo: Global, 1996.
BERLINK, José. Animais. São Paulo: Ática, 1999. Coleção Atlas Visuais.
Plantas
RiGUEIRO, Moacyr Pezati. Plantas que Curam. São Paulo: Paulus, 1997.
LEIBOLD, Gerhard. Guia das Plantas Medicinais. Barcarena (Portugal): Presença, 1997.
Vários autores. Árvores. São Paulo: Globo, [19—?]. Coleção Aventura Visual.
RUDDER, E.A. Maury Chantal de. Guia compacto das plantas medicinais. São Paulo: Rideel, 2002
MORAES, Lídia M. Sodré de. Árvores frutíferas. São Paulo: Ática, 2000.
Minérios e Minerais
KINGSLEY, Rebeca. Rochas e minerais: guia prático. São Paulo: Nobel, 1998
BEI Comunicação. Minerais ao alcance de todos. São Paulo: BEI Comunicação, 2004. Coleção Entenda e Aprenda.
CANTO, Eduardo Leite do. Minerais, minérios, metais: de onde vem? Para onde vão? São Paulo: Moderna, 2004.
Corpo Humano
SBPC. Ciência Hoje na Escola vol 3: corpo humano e saúde. São Paulo: Global, 2000.
ANATOMIA HUMANA. São Paulo: Ática, 1998. Coleção Atlas Visuais.
O CORPO HUMANO. São Paulo: Ática, 1999. Coleção Atlas Visuais.
COLE, Babette, Fedelho: manual do proprietário. São Paulo: Ática, 2004.
Água
SBPC. Ciência Hoje na Escola vol 4. Meio Ambiente: Água. São Paulo: Global, 1999.
BEI Comunicação. Como cuidar da nossa água. São Paulo: BEI Comunicação, 2004. Coleção Entenda e Aprenda.
WOOLFITT, Gabrielle. Água. São Paulo: Scipione. [198-?] Coleção Elementos.
HARA, Massao. A água e os seres vivos. São Paulo: Scipione. [198-?]. Coleção Universo da Ciência.
Povos
KINDERSLEY, Barnabas. Crianças como você. São Paulo: Ática, 2000.
RICE Chris. As crianças na história. São Paulo: Ática, 2000.
PAUWELLS, Geraldo. Atlas Geográfico. São Paulo: Melhoramentos, 1996

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