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04 DE JULHO DE 2011
Um blog aliado às pesquisas de professores, pois existem muitas possibilidades lúdicas pela net,
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PROJETO DIDÁTICO

PROJETO DIDÁTICO: Reunião de atividades que se articulam para a elaboração de um produto final forte, em que podem ser observados os processos de aprendizagem e os conteúdos aprendidos pelos alunos. Costuma partir de um desafio ou situação-problema. Trabalhados com uma frequência diária ou semanal, podem estender-se por períodos relativamente prolongados (um ou dois meses, por exemplo), tornando os alunos especialistas num determinado tema.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Projeto: Convivência: Que nó é este?

Convivência:

 Que nó é este?

Desenvolve valores morais e

prepara os pequenos para o convívio em sociedade

Juliana Lanzuol

Objetivos:
Estimular a boa convivência entre alunos e em sociedade
Transmitir e debater valores universais

Em casa, antes do contato com o universo escolar, as crianças têm apenas a referência dos pais e responsáveis.
Uma educação com noções de verdade, respeito e afeto que se limitam àquelas que os familiares transmitem.
É na escola que essas noções se multiplicam, pois os alunos entram em contato com diferentes repertórios, culturas e pontos de vista.
 Assim, vão adquirindo aos poucos a ideia de que existem regras e limites sociais, e também valores considerados universais.
Pensando nisso, o Colégio Magister, de São Paulo, iniciou em 2008 o projeto "Convivência, que nó é este?".
Tatiana Gola, coordenadora do Ensino Fundamental, explica a ideia:
"A cada mês, optamos por um valor universal ético que é trabalhado em quatro atividades lúdicas, uma por semana, em diferentes disciplinas.
 Mas o foco é sempre o mesmo: demonstrar às crianças a importância do respeito ao outro, da solidariedade e do amor, entre outros sentimentos que devem ser cultivados desde sempre".
Tatiana conta que a necessidade de pautar valores universais em sala de aula se reforçou quando a queixa dos alunos em relação ao trato dos colegas tornou-se recorrente.
 "Eles reclamavam que fulano os tinha xingado, batido, desrespeitado. Então resolvemos embutir esses conceitos em atividades pedagógicas", conta a coordenadora.
Confira alguns dos valores propostos e como foram trabalhados.

Diversidade e respeito ao próximo
A reflexão sobre o tema foi desencadeada a partir da fábula do leão e do ratinho .
Tatiana explica que, depois de lerem a história com os alunos, as professoras exploraram a questão da moral, que faz referência à diversidade de maneira bem clara.
 "Eles perceberam que mesmo um pequeno rato é capaz de ajudar um poderoso leão e entenderam que nem sempre ser forte é melhor.
 Às vezes, a inteligência e a habilidade superam a força", aponta a coordenadora.
Após a leitura, os alunos puderam desabafar na caixinha de segredos, disposta na coordenação, sobre tudo o que lhes fazia mal e atrapalhava o convívio entre os colegas.
 Os envolvidos nos conflitos eram chamados para uma conversa amistosa em que a coordenação intervinha para resolver o problema.
"Um aluno confessou na caixinha que estava triste porque estava tomando lanche sozinho há dias.
Refletimos sobre a razão de ele estar isolado e acionamos os monitores e outros colegas para chamá-lo de volta ao grupo", relata Tatiana, que chama a atenção para essa iniciativa como uma maneira de chegar aos medos e às aflições das crianças, já que, sob o sigilo da caixinha, eles se sentem à vontade para confessar.

Resumo da fábula
O leão e o ratinho
Um leão dormia sossegado, quando foi surpreendido por um rato que passou correndo pelo seu rosto.
O rei da floresta estava prestes a matá-lo quando o roedor suplicou uma trégua em troca de uma retribuição de bondade.
Mais tarde, o leão caiu em uma armadilha e ficou preso em um emaranhado de cordas, imóvel.
O rato reconheceu seu rugido e roeu as amarras até libertá-lo.

Responsabilidade
Para trabalhar este valor, a escola tem como protagonistas Daphne e Felix, um casal de peixinhos que circulam de classe em classe, diariamente, para que os alunos exercitem o cuidado com eles e, portanto, com outros seres vivos.
 "Nós iniciamos um diário apresentando o casal de peixes e listamos quais as tarefas necessárias para mantê-los saudáveis: que eles devem comer com tal frequência, 'tomar banho' um dia sim outro não etc.
Em seguida, incumbimos os próprios alunos de preencher o diário conforme os cuidados que são ministrados com os bichinhos.
Assim, ao ler o diário, a sala que recebe os visitantes sabe o que foi feito pela turma anterior e não pode ser repetido, e também o que eles têm de fazer para que os peixes fiquem bem cuidados", revela Tatiana.

Amor e carinho
A coordenadora lembra-se de uma atividade em que os alunos foram incentivados a falar sobre o amor.
Eles responderam ao seguinte questionário:
Qual é a cor do amor para você?
Quando você escolheu essa cor, lembrou-se de quê? Que sentimentos você teve?
Será que os seus amigos escolheram a mesma cor?
Vamos escolher a cor para os outros sentimentos. Qual é a cor da raiva, da tristeza, da alegria?
Após o questionário, foi organizada uma roda de conversa para debater as diferentes respostas.
"Nesta atividade também é possível trabalhar a diversidade, afinal, cada criança estipula uma cor, mas todas as cores escolhidas fazem referência ao mesmo valor, o amor", sugere Tatiana.
Após o debate, os alunos brincaram de "pegador abraço".
Funciona assim: ao sinal, o pegador tem de abordar as crianças que estiverem fugindo, mas elas podem ser salvas se abraçando umas às outras.
O pegador só pode pegar aquele que estiver sozinho.
No início do jogo, as crianças podem se abraçar em grupos, depois somente em duplas.
E devem alternar sempre o colega que irão abraçar, para estimular a inclusão.

Solidariedade
"Ser solidário é muito mais do que participar de campanhas contra a fome, ou para ajudar as vítimas de enchentes ou terremotos.
Podemos simplesmente ceder um lugar no ônibus para um idoso, ouvir os problemas dos outros ou não rir de um amigo", ressalta Tatiana.
A partir dessa premissa e de outras atitudes de respeito, as professoras do Magister propuseram uma pesquisa de imagens de pessoas praticando ações solidárias.
 "Depois, os alunos buscaram personalidades que marcaram o mundo por serem solidárias e chegaram à história de Chico Mendes, que lutou pela preservação da Amazônia, do Papa João Paulo II, do Betinho e sua campanha contra a fome, entre outros nomes".
Todas essas histórias integraram um painel exposto no pátio da escola e serviram de exemplo para desenvolver com os pequenos mais esse conceito de cidadania e ética.
Ao redor de cada nome famoso, havia um espaço com a inscrição "Eu também sou solidário", na qual cada aluno contava sua atitude solidária.

"A criança entra no mundo da moral através da heteronomia e não da autonomia." Jean Piaget

Fonte:

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